- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) anunciou que a maioria de seus 32 membros se comprometeu a investir 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa até 2035.
- O investimento será dividido, com pelo menos 3,5% destinado a “defesa pura” e o restante para segurança e infraestrutura crítica.
- Empresas como Rheinmetall, Airbus e Rolls-Royce estão se preparando para lucros significativos com contratos de defesa, especialmente em sistemas terrestres, aéreos e cibersegurança.
- A Rheinmetall espera um aumento de até 30% nas vendas em 2025, com um crescimento de 73% na unidade de defesa no primeiro trimestre.
- No setor de cibersegurança, empresas como Thales e novas especializadas competirão por contratos para fortalecer redes nacionais e desenvolver sistemas de detecção de ameaças.
Com o compromisso dos membros da NATO em aumentar significativamente os gastos com defesa, empresas europeias estão se preparando para lucros expressivos. Durante a cúpula anual da aliança, foi anunciado que a maioria dos 32 países membros se comprometeu a investir 5% do PIB em defesa até 2035. Desse total, pelo menos 3,5% será destinado a “defesa pura”, enquanto o restante pode ser alocado em segurança e infraestrutura crítica.
O professor de estratégia e empreendedorismo da Nova School of Business and Economics, António Alvarenga, destacou que esse aumento nos gastos resultará em centenas de bilhões de euros canalizados para capacidades militares. Ele afirmou que setores e empresas específicas estão posicionadas para obter ganhos significativos, abrangendo desde veículos blindados até cibersegurança e modernização de infraestrutura.
Empresas em Destaque
A Rheinmetall, da Alemanha, é uma das empresas que deve se beneficiar com os investimentos em sistemas terrestres e aéreos. A companhia espera um aumento de até 30% nas vendas este ano, com um crescimento de 73% na unidade de defesa no primeiro trimestre de 2025. As ações da Rheinmetall já subiram mais de 180% em 2023.
Fabricantes de aeronaves como Airbus, BAE Systems e Leonardo também devem garantir contratos para atualizações de caças de próxima geração e sistemas aéreos não tripulados. Alvarenga prevê que a substituição de frotas antigas pode gerar receitas de centenas de bilhões de euros na próxima década.
Setores Emergentes
Além disso, a NATO deve direcionar investimentos para defesa integrada, capacidades de reabastecimento aéreo e sistemas de ataque de precisão. O analista de defesa do Royal United Services Institute, Linus Terhorst, observou que há um número limitado de produtores na Europa capazes de fornecer esses sistemas, o que pode beneficiar empresas como a MBDA, que fabrica mísseis.
A Airbus foi destacada como uma das ações preferidas por analistas, com um aumento de preço-alvo para 198 euros. A empresa é vista como uma das mais promissoras em termos de crescimento de lucros no setor industrial europeu.
Oportunidades em Cibersegurança
No campo da cibersegurança, empresas como Thales e novas especializadas, como Aliter Technologies e CybExer, competirão por contratos para fortalecer redes nacionais e desenvolver sistemas de detecção de ameaças. Nos Estados Unidos, empresas como Palo Alto Networks e CrowdStrike podem expandir suas operações na Europa, aproveitando os novos programas financiados pela NATO.
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