Analistas do mercado reduziram a previsão de inflação para 2025, agora em 5,20%, pela quinta semana seguida, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Apesar da queda, a expectativa ainda está acima do limite da meta de inflação. Além disso, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 subiu de 1,85% para 1,87%, enquanto a previsão para 2025 se mantém em 2,21%. As expectativas para o câmbio também foram ajustadas, com a previsão do dólar caindo para R$ 5,70 em 2025 e R$ 5,79 em 2026. As taxas de juros, por sua vez, devem permanecer em 15% para 2025, 12,50% para 2026 e 10,50% para 2027, após a última alta da Selic. O cenário econômico indica que os juros devem continuar altos, influenciados por fatores internos e externos, sem expectativa de redução ainda neste ano.
Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) reduziram as projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 pela quinta semana consecutiva. O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 30, aponta que a expectativa de inflação caiu de 5,24% para 5,20%. Apesar da queda, o índice permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pela autoridade monetária.
Além da redução na previsão do IPCA, o mercado elevou a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, que passou de 1,85% para 1,87%. Para 2025, a mediana das estimativas para o PIB deste ano permanece em 2,21%, enquanto a previsão para 2027 continua em 2,00%.
Expectativas de Câmbio
Outra mudança significativa foi a revisão para as expectativas de câmbio. A previsão para o dólar foi ajustada para baixo, passando de R$ 5,72 para R$ 5,70 em 2025 e de R$ 5,80 para R$ 5,79 em 2026. Para 2027, a expectativa se mantém em R$ 5,75.
As taxas de juros previstas também permanecem estáveis. A Selic deve encerrar 2025 em 15%, 2026 em 12,50% e 2027 em 10,50%. O Comitê de Política Monetária (Copom), em sua última reunião, elevou a taxa Selic para 15% ao ano, marcando a sétima alta consecutiva.
Cenário Econômico
O tom da ata do Copom sugere que o Brasil deve manter os juros em níveis elevados, o maior patamar em quase 20 anos. Essa decisão é influenciada por uma combinação de fatores, incluindo adversidades externas, dinamismo do mercado interno e incertezas na política fiscal. Não há indicações de que a redução da taxa de juros ocorrerá ainda neste ano.
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