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Petlove contesta, mas fusão entre Petz e Cobasi é improvável de acontecer

Petlove questiona aprovação da fusão entre Petz e Cobasi, mas resultados anteriores indicam baixa probabilidade de sucesso no recurso.

Unidade da Petz no bairro Itaim Bibi, na zona sul da capital paulista (Foto: Jardiel Carvalho - 10.abr.2025/Folhapress)
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A Petlove questionou a decisão do Cade que aprovou a fusão entre Petz e Cobasi sem restrições. As chances de sucesso desse recurso são baixas, pois nos últimos quatro anos, todos os pareceres da superintendência foram confirmados. Apenas 1 em cada 4 casos questionados teve ajustes que não impediram os negócios. Entre 2021 e 2025, remédios foram aplicados em 4 dos 15 casos que receberam recursos. Isso gerou desconforto entre os conselheiros do Cade, que veem a contestação da Petlove como uma exposição desnecessária do órgão. A análise do Cade mostra que a variedade de empresas no setor de pets impede a formação de um monopólio, já que marketplaces, supermercados e petshops menores mantêm a competição. Na nova empresa, os acionistas da Cobasi terão 47,4% e os da Petz 52,6%, além de um total de R$ 400 milhões, com R$ 130 milhões em dividendos. A receita anual da nova companhia deve ser em torno de R$ 7 bilhões, com uma economia de custos estimada em R$ 330 milhões. O mercado de pets no Brasil movimenta R$ 77 bilhões, com um crescimento de 12% em relação ao ano anterior, sendo que mais da metade desse valor é referente a alimentos, totalizando R$ 42 bilhões. A fusão é vista como uma forma de fortalecer a presença no setor em crescimento.

A Petlove contestou a decisão da Superintendência-Geral do Cade, que aprovou a fusão entre Petz e Cobasi sem restrições. As chances de sucesso desse recurso são consideradas mínimas, uma vez que, nos últimos quatro anos, 100% dos pareceres da superintendência foram confirmados.

O levantamento indica que apenas 1 em cada 4 casos questionados sofreu ajustes, conhecidos como “remédios”, que não inviabilizaram os negócios. Entre 2021 e 2025, foram aplicados remédios em 4 dos 15 casos que receberam recursos de terceiros. Essa situação gerou desconforto entre os conselheiros do Cade, que consideram a contestação da Petlove como uma exposição indevida do órgão.

Análise do Setor

A análise da Superintendência do Cade aponta que a diversidade de atores e modelos de negócios no setor de pets impede a formação de um monopólio. Marketplaces, supermercados e petshops menores exercem pressão competitiva suficiente para evitar o abuso de poder de mercado pelas redes após a fusão.

Os acionistas da Cobasi receberão 47,4% da nova companhia, enquanto os da Petz terão 52,6% e um total de R$ 400 milhões, sendo R$ 130 milhões distribuídos em dividendos. A receita bruta anual da nova empresa deve girar em torno de R$ 7 bilhões, com uma economia de custos estimada em R$ 330 milhões devido a sinergias.

O mercado de pets no Brasil já movimenta R$ 77 bilhões, com um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Mais da metade desse valor refere-se a alimentos, totalizando R$ 42 bilhões. A fusão entre Petz e Cobasi é vista como uma estratégia para fortalecer a presença no setor em expansão.

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