- Os Correios recuaram parcialmente da decisão de encerrar o teletrabalho, que seria implementada em 23 de junho.
- O regime de home office será mantido para funcionários com motivos de saúde, que serão analisados pela área médica.
- A direção da empresa afirmou que a proximidade física pode aumentar a eficiência e a agilidade nas decisões.
- A Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap) criticou a decisão, apontando um custo adicional de cerca de R$ 50 milhões no primeiro ano e R$ 23 milhões anualmente nos anos seguintes.
- A medida faz parte de um conjunto de ações para reverter prejuízo de R$ 2,6 bilhões no último ano e R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2025.
Os Correios decidiram recuar parcialmente da proposta de encerrar o teletrabalho, que estava programada para ser implementada em 23 de junho. Em um comunicado interno divulgado nesta segunda-feira, 30, a estatal informou que manterá o regime de home office para funcionários que apresentarem motivos de saúde, os quais serão analisados individualmente pela área médica.
A direção dos Correios justificou a mudança afirmando que a proximidade física entre os colaboradores pode aumentar a eficiência e a agilidade nas decisões, além de melhorar os resultados da empresa. No comunicado, a administração destacou a importância de contar com a colaboração dos funcionários nesse novo movimento.
A Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), por sua vez, criticou a decisão de encerrar o teletrabalho, afirmando que isso pode gerar um custo adicional de cerca de 50 milhões de reais no primeiro ano e aproximadamente 23 milhões de reais anualmente nos anos seguintes. Atualmente, mais de 2.000 funcionários da estatal trabalham remotamente.
A Adcap também refutou a alegação dos Correios de que o retorno ao trabalho presencial resultaria em economia, citando estudos internos que contradizem essa afirmação. O fim do teletrabalho é uma das várias medidas anunciadas pela direção da empresa para tentar reverter a situação financeira crítica, que resultou em um prejuízo de 2,6 bilhões de reais no último ano e um saldo negativo de 1,7 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2025.
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