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Governo aumenta imposto sobre importação de veículos elétricos e híbridos

Governo eleva imposto de importação para carros elétricos e híbridos, enquanto montadoras pressionam por mudanças no cronograma de alíquotas.

BYD Explorer pode trazer 7.000 veículos importados de uma só vez (Foto: BYD/divulgação)
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  • A partir de 1º de outubro de 2023, o imposto de importação para carros elétricos e híbridos no Brasil será elevado para entre 25% e 30%.
  • A medida visa aumentar a competitividade dos veículos fabricados no país.
  • O cronograma de aumento foi aprovado em novembro de 2023 pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior e divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
  • O imposto deve atingir 35% até julho de 2026, e montadoras estão pressionando por uma antecipação dessa última fase.
  • A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores expressou preocupação com o aumento das importações, que impacta as vendas de veículos nacionais.

O governo federal anunciou um aumento no imposto de importação para carros elétricos e híbridos, que passará a variar entre 25% e 30% a partir de 1º de outubro de 2023. Essa medida visa aumentar a competitividade dos modelos fabricados no Brasil. O cronograma de elevação das alíquotas foi aprovado em novembro de 2023 pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A nova alíquota se insere em um plano que culminará em julho de 2026, quando o imposto alcançará 35% para todos os veículos eletrificados. Montadoras que operam no Brasil estão pressionando para que essa última fase do aumento seja antecipada. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) defende que o cronograma estabelecido deve ser respeitado.

Pressão do Setor Automotivo

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) expressou preocupação com o crescimento das importações, especialmente de modelos eletrificados. Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou que o fluxo de importações está acima de níveis saudáveis, impactando negativamente as vendas de veículos nacionais. Entre janeiro e maio de 2025, foram emplacados 187 mil veículos importados, um aumento de 19,3% em relação ao ano anterior.

Para contornar o aumento das alíquotas, montadoras estrangeiras estão investindo na produção local. Empresas como BYD e GWM já possuem fábricas no Brasil, representando juntas 55,9% do mercado de carros eletrificados. A BYD, que adquiriu a antiga fábrica da Ford na Bahia, ainda não divulgou a data de início da produção nacional. A GWM, por sua vez, espera inaugurar sua unidade em São Paulo em julho.

Novas Iniciativas no Setor

Outras montadoras também estão planejando estabelecer fábricas no Brasil. A GAC Motors está em negociações para construir uma unidade em Catalão (GO), enquanto a Geely estuda abrir uma planta em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault. Essas iniciativas refletem a adaptação do setor automotivo brasileiro às novas exigências de mercado e ao aumento da competitividade.

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