- Mercado Bitcoin fechou parceria com a Ripple para tokenizar ativos reais e emitir até US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) na rede XRP Ledger (XRPL).
- O objetivo é conectar empresas brasileiras a investidores institucionais estrangeiros e ampliar a atuação internacional, especialmente na Europa.
- As emissões devem ocorrer em um intervalo de doze a dezoito meses, com possibilidade de extensões, priorizando ativos lastreados em dólar.
- Hoje, o MB movimenta mais de R$ 100 milhões por mês, já lançou 435 produtos e soma R$ 1,4 bilhão em emissões; tíquete médio é de R$ 3.000 para o varejo e R$ 30.000 para alta renda.
- O acordo acompanha a expansão europeia, com Reinaldo Rabelo em Portugal; há também interesse no mercado dos Estados Unidos por meio de parcerias com a Ripple.
O Mercado Bitcoin (MB) fechou acordo com a Ripple para tokenizar ativos reais no valor de até US$ 200 milhões, equivalente a pouco mais de R$ 1 bilhão. A operação será realizada na rede XRP Ledger (XRPL), visando emitir os tokens ao longo de 12 a 18 meses, com possibilidade de extensões.
A parceria mira conectar empresas brasileiras a investidores institucionais estrangeiros e sustentar a expansão internacional, especialmente na Europa. A Ripple já atua com clientes de várias instituições, o que deve acelerar a entrada de ativos tokenizados no ecossistema XRPL.
O MB já atua na tokenização desde 2019 e, hoje, a área representa entre 10% e 20% da receita mensal, dependendo do mês. A cada emissão, o tíquete médio fica em torno de R$ 3.000 para varejo e R$ 30.000 para clientes de alta renda.
Expansão internacional e infraestrutura XRPL
Fabrício Tota, diretor de Novos Negócios do MB, afirma que o projeto não é laboratório: é uma área com metas audaciosas e resultados já percebidos. A XRPL será usada para novas emissões de ativos lastreados em dólar com foco institucional.
O acordo com a Ripple deve facilitar a emissão de produtos direcionados a investidores institucionais. Um exemplo citado é uma operação recente para a startup de transportes Billor, criada no Brasil, com ativos lastreados em moeda norte-americana.
O MB já planeja ampliar a distribuição na Europa, onde a regulação MiCA está sendo implementada. Reinaldo Rabelo, CEO do MB, mudou para Portugal para acelerar a presença no continente, conforme destacou Tota.
Olhar para os Estados Unidos e próximos passos
Além da Europa, o MB avalia o mercado americano por meio de parcerias, sem atuação direta, diante de um ambiente regulatório mais favorável a criptoativos. A Ripple traz credencial de validação para esse movimento, segundo o diretor.
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