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Selic em queda impulsiona crescimento de Marcopolo e Randon no setor de bens de capital

Expectativa de queda na Selic pode impulsionar empresas de bens de capital, com destaque para a Marcopolo e potencial valorização de Randon e Kepler Weber.

Foto: Reprodução
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  • O mercado brasileiro espera uma possível redução na taxa Selic, atualmente em quinze por cento, com projeções para doze vírgula cinquenta por cento em dois mil e vinte e seis e dez por cento em dois mil e vinte e oito.
  • A XP Investimentos recomenda a Marcopolo (POMO4), prevendo melhora nos resultados e dividendos atrativos, com expectativa de dividendos próximos a nove por cento até dois mil e vinte e seis.
  • Outras empresas com potencial de valorização incluem Randon (RAPT4) e Kepler Weber (KEPL3), beneficiadas por um possível aumento nos lucros e pela recuperação do agronegócio.
  • WEG (WEGE3) e Embraer (EMBR3) enfrentam desafios devido à valorização do real, com a XP mantendo uma recomendação neutra para esses papéis.
  • A expectativa de queda na Selic e a recuperação do mercado doméstico podem criar novas oportunidades para o setor de bens de capital.

Empresas do setor de bens de capital no Brasil podem se beneficiar da expectativa de queda na taxa Selic, atualmente em 15%. Projeções indicam que a taxa deve cair para 12,50% em 2026 e 10% em 2028, segundo a XP Investimentos.

A corretora destaca a Marcopolo (POMO4) como a principal recomendação, prevendo uma melhora nos resultados e dividendos atrativos. A empresa deve apresentar um aumento nos volumes e uma melhor composição do mix de produtos, afastando preocupações sobre um pico no ciclo de lucros. As ações da Marcopolo estão avaliadas a um múltiplo preço sobre lucro (P/L) projetado de 6,3 vezes para 2026, considerado atrativo. A expectativa é de dividendos próximos a 9% até 2026.

Outras empresas como Randon (RAPT4) e Kepler Weber (KEPL3) também são mencionadas com potencial de valorização. A Randon pode se beneficiar de um ponto de inflexão nos lucros, especialmente em áreas cíclicas. A análise sugere que a subsidiária Fras-le não representa um risco significativo, e operações de fusões e aquisições podem gerar ganhos extras. A Kepler Weber é favorecida pela redução do déficit de armazenagem no Brasil e pela recuperação do agronegócio.

Desafios para Empresas Dolarizadas

Por outro lado, empresas como WEG (WEGE3) e Embraer (EMBR3) enfrentam desafios devido à valorização do real. A XP mantém uma recomendação neutra para esses papéis, já que as projeções de lucro líquido para 2026 estão abaixo do consenso de mercado, com 9% para WEG e 4% para Embraer. Apesar de uma assimetria de valorização mais favorável para a WEG, o espaço para revisões positivas nos lucros é limitado.

As expectativas de queda na Selic e a recuperação do mercado doméstico podem trazer um novo cenário para o setor, com empresas se preparando para aproveitar as oportunidades que surgem.

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