- Os países do BRICS reafirmaram seu compromisso com a Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços na cúpula realizada no Brasil.
- Desde 2015, o bloco discute a criação de um sistema para facilitar o comércio e investimento entre seus membros, que agora são dez países.
- Os líderes encarregaram os ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais de avançar nas negociações sobre integração comercial.
- Desafios técnicos, preocupações com segurança e custos ainda persistem, especialmente após a recente expansão do bloco.
- Questões como a falta de convertibilidade de algumas moedas e sanções a países como Irã e Rússia complicam o processo.
Os países do BRICS reafirmaram seu compromisso com a Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços durante a recente cúpula realizada no Brasil, mas o progresso continua lento. Desde 2015, o bloco discute a criação de um sistema que facilite o comércio e investimento entre seus membros, composto agora por dez países.
Em um comunicado emitido no domingo (6), os líderes do BRICS incumbiram seus ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais de avançar nas negociações sobre a integração comercial. Uma pesquisa do Banco Central do Brasil será apresentada durante a cúpula no Rio de Janeiro. Apesar das intenções, os desafios técnicos e preocupações com segurança e custos persistem.
Os aspectos técnicos da integração são complexos, com alguns sistemas de bancos centrais ainda não prontos. As discussões incluem a definição de mecanismos de pagamento, tipos de moedas a serem utilizadas e a implementação da infraestrutura necessária. Além disso, a recente expansão do bloco trouxe novos desafios, como a falta de convertibilidade de várias moedas e as sanções impostas a membros como Irã e Rússia.
Embora todos os países do BRICS apoiem a ideia de um sistema unificado, alguns membros questionam se os custos de criação e manutenção de tal sistema são justificáveis, considerando o comércio bilateral já existente. A pressão sobre o dólar, exacerbada por políticas econômicas instáveis, representa uma oportunidade para os mercados emergentes, mas o tempo está se esgotando para que o BRICS capitalize essa situação.
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