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CDBs e LCAs apresentam melhores rendimentos em junho; confira os resultados

CDBs e LCAs atrelados à inflação oferecem retornos mais altos, enquanto títulos pós-fixados enfrentam quedas nas taxas de rendimento.

Notas de R$ 100 sobrepostas (Foto: Daniel Dan/Pexels)
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  • Em junho, as taxas de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) atrelados à inflação aumentaram, enquanto os pós-fixados caíram.
  • A taxa média dos CDBs pós-fixados com vencimento em seis meses foi de 98,67% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), abaixo dos 99,72% de maio.
  • Nos CDBs de 36 meses, a remuneração caiu de 100,71% para 100,33% do CDI. As LCAs também apresentaram queda, de 92,66% para 92,18% do CDI.
  • CDBs atrelados à inflação tiveram retorno médio de 9,18% acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em comparação a 8,97% em maio.
  • As LCAs de 24 meses, com média de 91,11% do CDI, oferecem retorno equivalente a um CDB de 107,19%, mas possuem carência mínima para resgate.

Os investidores que optaram por CDBs e LCAs atrelados à inflação em junho obtiveram remuneração superior em comparação ao mês anterior. Em contrapartida, as taxas dos títulos pós-fixados, vinculados ao CDI, apresentaram queda, refletindo as expectativas em relação à Selic e a crescente demanda por papéis mais seguros.

De acordo com um levantamento da Quantum Finance, a taxa média dos 54 CDBs pós-fixados com vencimento em seis meses foi de 98,67% do CDI em junho, abaixo dos 99,72% registrados em maio. Nos títulos de 36 meses, a remuneração caiu de 100,71% para 100,33% do CDI. As LCAs também seguiram essa tendência, com uma queda de 92,66% para 92,18% do CDI nos pós-fixados de 36 meses.

Joaquim Neto, especialista da GT Capital, explica que o aumento da Selic resultou em um maior custo de captação para as instituições financeiras, que, ao reduzirem as taxas, buscam compensar esse custo. A busca por títulos pós-fixados em um cenário de incertezas também contribui para a diminuição das taxas.

CDBs e LCAs: Comparação de Rentabilidade

Os títulos bancários atrelados à inflação, por sua vez, apresentaram retornos mais altos em junho. Nos CDBs com vencimento em 12 meses, a remuneração média foi de 9,18% acima do IPCA, comparado a 8,97% em maio. As LCAs pagaram IPCA + 7,76%, um aumento em relação aos 7,41% do mês anterior. Anderson Kuntzler, planejador financeiro, destaca que o prêmio real precisa compensar o aumento do risco fiscal e incertezas inflacionárias.

Nos prefixados, as taxas mostraram movimentos mistos. CDBs de seis meses tiveram uma alta, com média de 14,45% ao ano, enquanto os de 24 meses caíram de 13,65% para 13,59%. As LCAs de seis meses subiram para 12,78%, mas as de 36 meses apresentaram leve queda, de 12,01% para 11,96%.

Liquidez e Opções de Investimento

Para decidir entre LCAs e CDBs, é essencial considerar a isenção de Imposto de Renda das LCAs. Kuntzler afirma que, atualmente, as LCAs e LCIs são mais vantajosas. Ele calcula que as LCAs de 24 meses, com média de 91,11% do CDI, oferecem retorno equivalente a um CDB de 107,19%. No entanto, Neto alerta que, ao contrário dos CDBs, que podem ter liquidez diária, as LCAs possuem carência mínima para resgate, o que deve ser considerado na escolha dos títulos de renda fixa.

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