- As zonas de comércio exterior (FTZs) nos Estados Unidos, que permitem a importação de produtos sem tarifas até a venda, estão em alta.
- O interesse por essas zonas quadruplicou desde a implementação das tarifas de Donald Trump, com quase $1 trilhão em bens importados em 2023.
- Novas regras aumentaram as tarifas sobre insumos, dificultando a utilização das FTZs.
- As FTZs empregam mais de 500 mil pessoas e são vistas como uma alternativa em meio à guerra comercial.
- Apesar das vantagens, as mudanças nas políticas comerciais tornam a utilização das FTZs mais complexa para as empresas.
As zonas de comércio exterior (FTZs) nos Estados Unidos, que permitem a importação de produtos sem tarifas até a venda no mercado interno, estão em alta. O interesse por essas zonas quadruplicou desde a implementação das tarifas de Donald Trump, com quase $1 trilhão em bens importados em 2023. No entanto, novas regras aumentaram as tarifas sobre insumos, complicando sua utilização.
As FTZs, criadas durante a Grande Depressão, são atualmente 374 e estão presentes em todos os estados e em Porto Rico. Elas permitem que empresas importem produtos e materiais sem pagar tarifas até que sejam vendidos. Com as tarifas elevadas, muitas empresas estão buscando essas zonas como uma forma de manter o fluxo de caixa. Jackson Wood, da Descartes, afirma que “o interesse nas FTZs aumentou devido ao ambiente tarifário impactante”.
O Departamento de Comércio dos EUA confirmou que o interesse nas FTZs cresceu, embora ainda seja cedo para avaliar o impacto na operação de mais empresas. As zonas empregam mais de 500 mil pessoas e são vistas como um alívio temporário em meio à guerra comercial. A Audio-Technica, por exemplo, abriu um centro de distribuição em uma FTZ em San Diego, permitindo que a empresa adie o pagamento de tarifas até a venda dos produtos.
Desafios e Mudanças nas Regras
Apesar das vantagens, as novas regras impõem desafios. Historicamente, as empresas pagavam tarifas apenas sobre o produto final, mas agora devem arcar com as tarifas dos insumos, que podem ser significativamente mais altas. Melissa Irmen, da Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior, destaca que “as restrições atuais dificultam a competitividade global das empresas”.
As FTZs, que podem variar em tamanho e estrutura, exigem um intermediário, conhecido como grantee, para sua operação. Cidades como Phoenix têm se beneficiado, com um aumento significativo no emprego e na renda local desde a criação de suas zonas. A cidade afirma que cada emprego gerado em uma FTZ pode criar entre três e seis empregos adicionais na comunidade.
Embora as FTZs continuem sendo uma ferramenta atraente para algumas empresas, as mudanças nas políticas comerciais tornam sua utilização mais complexa. As empresas buscam maneiras de minimizar os impactos das tarifas, mas a nova estrutura tarifária pode limitar as opções disponíveis.
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