Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil pode explorar potencial multibilionário das terras raras, aponta estudo

Brasil pode aumentar seu PIB em até R$ 243 bilhões com terras raras, mas enfrenta desafios regulatórios e de investimento.

Terras raras — Foto: Wikimedia Commons
0:00
Carregando...
0:00
  • O Brasil possui 23% das reservas mundiais de terras raras, mas a produção é mínima.
  • Estima-se que esses minerais possam adicionar até R$ 243 bilhões ao PIB do país em 25 anos, dependendo de novos investimentos.
  • Um fundo de R$ 1 bilhão foi criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Vale para financiar pesquisas na área.
  • Tramita no Congresso um projeto de lei para instituir a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
  • O Brasil enfrenta desafios regulatórios e um marco legal claro é necessário para atrair investidores e acelerar a exploração desses recursos.

Os minerais críticos conhecidos como terras raras, essenciais para a indústria eletrônica, têm o potencial de acrescentar até R$ 243 bilhões ao PIB do Brasil nos próximos 25 anos. A estimativa, feita por Solange Srour, diretora de macroeconomia do UBS Global Wealth Management, destaca que o Brasil possui 23% das reservas mundiais, a segunda maior concentração do planeta, atrás apenas da China.

Atualmente, a produção brasileira de terras raras é mínima, e o país enfrenta desafios regulatórios e de investimento. Srour delineou três cenários para o impacto econômico das terras raras. No cenário mais pessimista, mantendo o investimento atual, o PIB poderia crescer apenas R$ 47 bilhões até 2050. Para maximizar o valor, o Brasil precisaria investir em novas minas e no beneficiamento dos minerais, o que poderia elevar o impacto para R$ 233 bilhões. Se incluído o refino, o valor poderia chegar a R$ 243 bilhões.

Avanços e Desafios

Recentemente, foram feitos avanços significativos, como a criação de um fundo de R$ 1 bilhão pelo BNDES e pela Vale para financiar pesquisas sobre minerais críticos. Além disso, tramita no Congresso um projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), aguardando parecer na Comissão de Desenvolvimento Econômico.

Entretanto, ainda existem obstáculos a serem superados. A economista ressalta que o Brasil carece de um marco legal claro para regulamentar a exploração desses minerais, fundamental para atrair investidores. O processo de liberação para novas minas é demorado, levando em média 16 anos, o que exige investimentos de longo prazo e políticas públicas alinhadas.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais