- A Eataly Brasil, agora chamada JK Foods, teve seu plano de recuperação judicial aprovado em assembleia no dia 8 de outubro de 2023.
- A proposta foi aceita por 100% dos trabalhadores e mais de 70% dos credores, que incluem bancos e fornecedores.
- A empresa, com dívidas de R$ 51 milhões, aguarda a homologação judicial do plano.
- A JK Foods mudará para um espaço menor e funcionará como “dark kitchen” por 12 meses, focando em entregas.
- Os trabalhadores receberão 100% do valor devido, limitado a 150 salários mínimos, e os credores quirografários terão um deságio de 95% com prazo de pagamento de até dez anos.
A Eataly Brasil, agora chamada JK Foods, teve seu plano de recuperação judicial aprovado em assembleia realizada no dia 8 de outubro de 2023. A proposta foi aceita por 100% dos trabalhadores e mais de 70% dos credores, que incluem bancos e fornecedores. A empresa, que enfrenta dívidas de R$ 51 milhões, aguarda a homologação judicial do plano.
Como parte da reestruturação, a JK Foods deixará sua sede atual na avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo, e se mudará para um espaço menor, visando a redução de custos e a eficiência operacional. Durante os próximos 12 meses, a operação funcionará no formato de dark kitchen, focando exclusivamente em entregas.
O advogado Odair de Moraes Junior, responsável pelo processo, destacou que a alta taxa de aprovação reflete a confiança na viabilidade da empresa. Os trabalhadores receberão 100% do valor devido, limitado a 150 salários mínimos, em duas parcelas semestrais. Já os credores quirografários terão um deságio de 95%, com prazo de pagamento de até dez anos.
A mudança de nome para JK Foods é resultado de uma decisão arbitral, após a operação brasileira perder o direito de uso da marca Eataly. A nova denominação faz referência à avenida onde a empresa estava localizada. O Eataly, inaugurado em 2015, foi o primeiro da rede na América Latina e enfrentou dificuldades financeiras agravadas pela pandemia.
A operação, que atualmente aluga um imóvel da Caoa Patrimonial, deve deixar o espaço em até 30 dias devido aos altos custos de aluguel. A Caoa, que votou contra o plano de recuperação, havia solicitado o despejo da JK Foods, mas a ordem foi suspensa por um juízo de segunda instância.
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