- A Delta Air Lines revisou suas previsões financeiras para 2025, reduzindo a expectativa de lucro devido à demanda abaixo do esperado e ao excesso de voos.
- Apesar disso, a companhia superou as expectativas do mercado para o verão, com reservas estabilizadas, mas em níveis inferiores ao previsto.
- O CEO Ed Bastian destacou mudanças nos padrões de reserva, com consumidores adiando decisões de viagem.
- Para o terceiro trimestre, a Delta espera um lucro ajustado por ação entre R$ 1,25 e R$ 1,75, acima da previsão de R$ 1,31 dos analistas.
- A expectativa de lucro ajustado para o ano inteiro foi reduzida para entre R$ 5,25 e R$ 6,25, em comparação à previsão anterior de mais de R$ 7,35.
Delta Air Lines revisou suas previsões financeiras para 2025, reduzindo a expectativa de lucro devido à demanda abaixo do esperado e ao excesso de voos no mercado. Apesar disso, a companhia superou as expectativas do Wall Street para o verão, com o CEO Ed Bastian afirmando que as reservas se estabilizaram, embora em níveis inferiores ao que era previsto no início do ano.
Bastian destacou que os padrões de reserva mudaram, com os consumidores adiando suas decisões de viagem até mais perto das datas. Isso impactou as estratégias de gerenciamento de reservas da empresa. Para o terceiro trimestre, a Delta espera um lucro ajustado por ação entre R$ 1,25 e R$ 1,75, ligeiramente acima da previsão de R$ 1,31 dos analistas. A receita deve variar entre estável e um aumento de 4%, superando a expectativa de 1,4%.
A companhia também anunciou uma expectativa de lucro ajustado para o ano inteiro entre R$ 5,25 e R$ 6,25, uma queda significativa em relação à previsão anterior de mais de R$ 7,35. Em abril, a Delta já havia sinalizado dificuldades em reafirmar suas projeções devido a tarifas instáveis e consumidores hesitantes. Outras companhias aéreas dos EUA também ajustaram suas orientações, e a Delta planeja cortes cirúrgicos na capacidade de voos após a alta temporada de verão.
Desempenho e Estratégias
No segundo trimestre, a Delta reportou uma receita ajustada de R$ 15,51 bilhões, um aumento de 1% em relação ao ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 2,13 bilhões, ou R$ 3,27 por ação, um crescimento de 63% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita proveniente de assentos premium e da parceria com a American Express cresceu 10%, totalizando R$ 2 bilhões.
Embora as tarifas tenham caído em geral, a receita dos produtos premium da Delta aumentou 5%, enquanto as vendas da classe econômica caíram 5%. Bastian afirmou que a companhia está comprometida em atualizar seus produtos premium, reconhecendo que o que era considerado de ponta há alguns anos já não é mais suficiente. O segmento de viagens corporativas se estabilizou, mas não apresentou o crescimento esperado de 5% a 10%.
A Delta continua a se adaptar às novas dinâmicas do mercado, buscando atender a um público disposto a gastar mais em suas viagens, enquanto ajusta sua capacidade para se alinhar à demanda atual.
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