- A Neon, fintech brasileira, concluiu sua rodada de investimentos Série E, totalizando R$ 720 milhões.
- O aporte foi realizado em três etapas e contou com investidores como a International Finance Corporation (IFC) e a Deutsche Investitions- und Entwicklungsgesellschaft (DEG).
- Os recursos serão usados para aprimorar produtos financeiros, focando em crédito privado e consignado, além de investir em inteligência artificial.
- No primeiro trimestre de 2025, a Neon registrou lucro de R$ 9,3 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 161,7 milhões no mesmo período do ano anterior.
- A carteira de crédito da empresa alcançou R$ 6 bilhões, refletindo uma recuperação após prejuízos significativos em 2023 e 2024.
A Neon, fintech brasileira voltada para as classes B, C e D, anunciou a conclusão de sua rodada de investimentos Série E, totalizando R$ 720 milhões. O aporte, realizado em três etapas, contou com a participação de investidores internacionais, como a IFC e a DEG, além de nomes já conhecidos como BBVA e General Atlantic. Segundo Jamil Marques, VP de Operações da Neon, a entrada desses fundos é uma validação do modelo de negócios da fintech.
Os recursos captados serão utilizados para aprimorar produtos financeiros, com foco em crédito privado e consignado. Marques destacou que a expansão é essencial para oferecer crédito de forma responsável, atendendo à demanda do mercado brasileiro. A fintech também planeja fortalecer suas soluções com o uso do Pix, além de investir em inteligência artificial, com a contratação de Ben Serridge, ex-Google, como Diretor Executivo de Produto.
Após enfrentar um período desafiador, a Neon registrou um lucro de R$ 9,3 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 161,7 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita bruta cresceu 63%, e a carteira de crédito da empresa alcançou R$ 6 bilhões, evidenciando uma recuperação significativa após os prejuízos bilionários de R$ 880,6 milhões em 2023 e R$ 299,6 milhões em 2024.
Reestruturação e Crescimento
A mudança na liderança, com Fernando Miranda assumindo a posição de CEO em dezembro de 2024, foi um passo crucial na reestruturação da Neon. Miranda, com experiência em empresas como Nubank e Easynvest, trouxe uma nova visão para a fintech. A Neon, que havia captado R$ 518 milhões até o final de 2024, agora se prepara para uma nova fase, com planos de dobrar sua base de clientes nos próximos dois anos.
A fintech tem se concentrado em diversificar suas ofertas, incluindo cartões de crédito e empréstimos pessoais. O crescimento da carteira de crédito, que já ultrapassa R$ 6 bilhões, reflete a competitividade da Neon no setor financeiro. A empresa está comprometida em ampliar o acesso ao crédito justo e acessível, contribuindo para a produtividade e geração de empregos no Brasil.
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