- O aumento das tarifas dos Estados Unidos para 18% em 2025 gera desconfiança na política comercial e impacta negativamente o dólar.
- Gestores de ativos alternativos, como Apollo Global, Ares Management, Blackstone e Carlyle, apresentam oportunidades de crescimento, mas suas ações caíram 20% desde o início do ano.
- O analista Ben Snider, da Goldman Sachs, observa que a recuperação desses ativos é esperada com o S&P 500 atingindo recordes e aumento nas atividades de ofertas públicas iniciais (IPOs).
- A desvalorização do dólar é atribuída às políticas comerciais protecionistas, segundo Elias Haddad, da Brown Brothers Harriman.
- A cibersegurança, impulsionada por inteligência artificial, se destaca como uma tendência crescente, com ETFs de cibersegurança superando o mercado desde abril.
Os investidores estão cada vez mais atentos ao mercado de ativos alternativos e à crescente demanda por cibersegurança impulsionada por inteligência artificial (IA). Recentemente, a aumento das tarifas dos EUA para 18% em 2025 gerou desconfiança na política comercial, impactando negativamente o dólar.
Ben Snider, da Goldman Sachs, destaca que gestores de ativos alternativos como Apollo Global, Ares Management, Blackstone e Carlyle apresentam oportunidades de crescimento. Apesar do otimismo inicial após as eleições, a atenção se voltou para as tarifas, resultando em uma queda significativa nas ações desses gestores, que estão 20% abaixo dos preços de início do ano. Snider observa que, com o S&P 500 atingindo recordes e um aumento nas atividades de IPOs, a recuperação desses ativos é esperada.
A análise de Elias Haddad, da Brown Brothers Harriman, aponta que a desvalorização do dólar é uma consequência direta das políticas comerciais protecionistas dos EUA. Ele afirma que a taxa efetiva de tarifas subiu de 2% em 2024 para 18% em 2025, o que pode acelerar a perda de confiança na moeda americana. Haddad alerta que isso pode reduzir o fluxo de dólares para o exterior, impactando negativamente os investimentos em títulos americanos.
Cibersegurança em Alta
A cibersegurança, especialmente com o uso de IA, está se consolidando como uma tendência crescente. Jack Hidary, CEO da Sandbox AQ, prevê que a proteção contra ataques cibernéticos será uma prioridade para as empresas, que precisam se adaptar às novas ameaças. Os ETFs de cibersegurança, como First Trust Nasdaq Cybersecurity ETF, Global X Cybersecurity ETF e Amplify Cybersecurity ETF, têm superado o mercado desde abril, refletindo o aumento da demanda por soluções de segurança digital.
Esses fatores indicam um cenário complexo para os investidores, que devem considerar tanto as oportunidades em ativos alternativos quanto os riscos associados à política comercial e à segurança cibernética.
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