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Fusão entre BRF e Marfrig enfrenta novo adiamento e provoca queda nas ações

CVM adia assembleia da BRF por 21 dias, atendendo a pedidos de acionistas que questionam a proposta de fusão com a Marfrig.

Marfrig BRF — Foto: divulgação
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  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adiou a assembleia geral extraordinária da BRF por mais 21 dias.
  • O adiamento foi solicitado por acionistas que pedem mais informações sobre a relação de troca de ações na fusão com a Marfrig.
  • A assembleia estava marcada para 14 de julho, após um primeiro adiamento que a remarcou de 18 de junho.
  • Acionistas, como a Previ e a família Fontana, questionam a transparência da proposta, alegando que a troca de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF é desfavorável.
  • A falta de dados financeiros impede uma análise adequada da equidade da fusão, segundo a Superintendência de Relações com Empresas (SEP).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adiou novamente a assembleia geral extraordinária (AGE) da BRF, que discutiria a fusão com a Marfrig. O novo adiamento, por mais 21 dias, foi motivado pela necessidade de mais informações sobre a relação de troca de ações, que gera preocupações entre acionistas minoritários.

Este é o segundo adiamento da AGE, que estava inicialmente marcada para 18 de junho e depois remarcada para 14 de julho. A CVM atendeu a pedidos de acionistas, incluindo a Previ e membros da família Fontana, que questionam a transparência da proposta. Os acionistas alegam que a relação de troca de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF é desfavorável e carece de clareza.

A CVM destacou que a BRF não apresentou informações suficientes para que os acionistas avaliem a equidade da fusão. A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) apontou que a falta de dados numéricos e projeções financeiras impede uma análise adequada dos critérios de avaliação utilizados. A ata da reunião da CVM enfatizou que, sem essas informações, os documentos perdem utilidade para os acionistas.

Pressão dos Acionistas

A pressão dos acionistas minoritários está impactando diretamente o processo de fusão. A Previ, que possui menos de 5% da BRF, estima um prejuízo de R$ 2,6 bilhões caso a fusão ocorra conforme planejado. Além disso, a Latache Capital levantou questões sobre a independência dos comitês que estruturaram a fusão, o que gerou um clima de incerteza no mercado.

As ações da BRF e da Marfrig sofreram quedas significativas após o anúncio do adiamento. A situação atual reflete a complexidade do processo de fusão, que já se arrasta há meses e levanta questões cruciais sobre governança corporativa e proteção dos acionistas. A expectativa é que, com o tempo adicional, os acionistas tenham acesso a informações mais claras, permitindo uma decisão mais informada sobre a proposta de fusão.

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