- A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) recebeu R$ 161 milhões em 2024, tornando-se a terceira maior beneficiária de recursos federais.
- Desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a OEI acumulou R$ 499 milhões, superando os R$ 79 milhões recebidos durante o governo de Jair Bolsonaro.
- A OEI é responsável pela organização da Conferência das Partes (COP30), que ocorrerá em Belém, e do G20 Social, idealizado pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva.
- Entre 2023 e 2024, as contribuições voluntárias à OEI totalizaram R$ 104 milhões, provenientes de diversos ministérios, mas sem planos de trabalho ou prestação de contas detalhados.
- A OEI, que atua no Brasil desde 2004, pode ser contratada sem licitação desde 2014 e realiza auditorias independentes, embora não tenha fornecido detalhes sobre eventos internacionais organizados fora do Brasil.
A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), próxima ao governo Lula, se destacou em 2024 ao receber R$ 161 milhões, tornando-se a terceira maior beneficiária de recursos federais. Desde o início da gestão Lula, a entidade já acumulou R$ 499 milhões, superando os repasses feitos durante o governo Jair Bolsonaro, que totalizaram apenas R$ 79 milhões em quatro anos.
A OEI é responsável pela organização da COP30, que ocorrerá em Belém, e também do G20 Social, evento idealizado pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva. Em 2025, a entidade já ocupa a segunda posição entre as que mais receberam do governo. Os dados são do Portal da Transparência.
Entre os fatores que impulsionaram os repasses à OEI estão as contribuições voluntárias, que não foram realizadas durante a gestão anterior. Entre 2023 e 2024, essas contribuições somaram R$ 104 milhões, com valores provenientes dos ministérios da Educação, Cultura e Empreendedorismo, além da Secretaria-Geral da Presidência. No entanto, os ministérios não apresentaram planos de trabalho ou prestação de contas detalhados.
A OEI, que iniciou suas atividades no Brasil em 2004, pode ser contratada sem licitação desde 2014. O ex-assessor de Fernando Haddad, Leonardo Barchini, comandou o escritório da OEI em Brasília entre setembro de 2023 e agosto de 2024. O MEC afirmou que as contribuições seguem modelos de cooperação com organismos internacionais, mas não apresentou relatórios sobre os gastos.
A entidade destaca sua atuação em áreas como educação, cultura e inovação, promovendo a troca de experiências entre os países ibero-americanos. A assessoria da OEI afirmou que realiza auditorias independentes e contribui com ações estratégicas, embora detalhes sobre eventos internacionais organizados fora do Brasil não tenham sido fornecidos.
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