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Dólar se mantém fraco globalmente, mas tarifas dificultam valorização do real

Itaú revisa projeções econômicas e prevê impacto negativo nas exportações e na taxa de câmbio devido a tarifas dos EUA.

Foto: Reprodução
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  • O Itaú revisou suas projeções econômicas para o Brasil devido às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
  • O economista-chefe do banco, Mário Mesquita, afirmou que isso pode causar uma redução significativa nas exportações e uma depreciação do real.
  • A moeda brasileira, que havia se valorizado para R$ 5,50, agora enfrenta pressões, com uma tarifa efetiva estimada em 40%, que pode reduzir o fluxo de exportações em até US$ 16 bilhões anuais.
  • O Itaú manteve a projeção da taxa de câmbio em R$ 5,65 para 2025 e 2026, e o crescimento do PIB em 2,2% para 2025 e 1,5% para 2026.
  • A taxa de desemprego deve permanecer em 6,4% para 2025 e 6,9% para 2026, enquanto a projeção para o IPCA foi ajustada de 5,3% para 5,2% em 2025.

O Itaú revisou suas projeções econômicas para o Brasil, impactadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O economista-chefe do banco, Mário Mesquita, destacou que a medida pode resultar em uma redução significativa nas exportações e uma depreciação do real.

O cenário externo, que anteriormente favorecia a valorização do real, mudou. A moeda brasileira, que havia se apreciado para R$ 5,50 após a queda do dólar, agora enfrenta pressões. A tarifa efetiva, estimada em 40%, pode reduzir o fluxo de exportações em até US$ 16 bilhões anuais. Apesar de uma possível realocação comercial, a expectativa é que o fluxo de dólares para o Brasil diminua, contribuindo para a desvalorização da moeda.

Projeções e Impactos

Os economistas do Itaú mantiveram a projeção da taxa de câmbio em R$ 5,65 para 2025 e 2026, enquanto o crescimento do PIB foi mantido em 2,2% para 2025 e 1,5% para 2026. Mesquita enfatizou que, embora o dólar globalmente mais fraco poderia beneficiar a moeda brasileira, as tarifas e a incerteza fiscal limitam esses ganhos.

Além disso, o banco revisou suas estimativas para a taxa de desemprego, que deve permanecer em 6,4% para 2025 e 6,9% para 2026. A projeção para o IPCA de 2025 foi ajustada de 5,3% para 5,2%, refletindo a queda nos preços de alimentos e a redução do IPI sobre automóveis.

Cenário Global

Em um contexto mais amplo, o Itaú observou que o dólar americano está em tendência de queda, influenciado por fatores estruturais e conjunturais, como o déficit em conta corrente e a política de tarifas. O banco também revisou suas projeções para o euro e o iene, destacando que países com tarifas mais altas podem enfrentar riscos adicionais.

Diante desse cenário, o Copom deve ter encerrado o ciclo de alta de juros, mantendo a taxa em 15%. O Itaú prevê que cortes na taxa Selic só devem ocorrer no primeiro trimestre de 2024, com a expectativa de que a Selic encerre 2026 em 12,75% ao ano.

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