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IBC-Br aponta queda de 0,70% na prévia do PIB, superando expectativas negativas

O IBC-Br registra a primeira queda do ano, enquanto o Banco Central eleva a Selic para 15% ao ano para controlar a inflação.

Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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  • O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou uma queda de 0,7% em maio, conforme dados do Banco Central divulgados em 14 de julho.
  • Esta é a primeira retração do ano, após quatro meses de crescimento, com o índice alcançando 109,7 pontos em abril.
  • A agropecuária teve uma redução de 4,2% e a indústria caiu 0,5%. O setor de serviços permaneceu estável.
  • Em comparação com maio do ano anterior, o IBC-Br ainda mostra um crescimento de 3,3%, e o avanço acumulado no ano é de 2,6%.
  • Para conter a inflação, o Banco Central elevou a taxa Selic para 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou uma queda de 0,7% em maio, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (14). Este é o primeiro recuo do ano, interrompendo uma sequência de quatro meses de crescimento, que culminou em abril com um recorde de 109,7 pontos.

A retração foi impulsionada principalmente pela agropecuária, que encolheu 4,2% no mês, e pela indústria, que registrou um recuo de 0,5%. O setor de serviços, que representa a maior parte da economia, permaneceu estável. Na comparação com maio do ano anterior, o IBC-Br ainda mostra um crescimento de 3,3%, e o avanço acumulado no ano é de 2,6%.

Impacto da Política Monetária

Em resposta à desaceleração econômica, o Banco Central elevou a taxa Selic para 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Essa decisão, tomada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em junho, visa conter a inflação. O BC já indicou que essa política monetária restritiva deve impactar a atividade econômica e o mercado de trabalho nos próximos meses.

As expectativas para o crescimento do PIB em 2024 foram ajustadas de 3,4% para 2,2%, segundo o Boletim Focus. O Banco Central avalia que a desaceleração é uma consequência necessária para estabilizar a economia e controlar a inflação.

A queda em maio reflete uma perda de fôlego na economia brasileira, que, apesar de um início de ano promissor, enfrenta desafios significativos. A combinação de fatores, incluindo a pressão sobre a agropecuária e a indústria, sugere um cenário complexo para os próximos meses.

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