- As bolsas de valores americanas estão em alta, ignorando as ameaças tarifárias do presidente Donald Trump.
- O foco do mercado está em inteligência artificial e desregulamentação.
- Louis-Vincent Gave, da Gavekal, afirma que a administração Trump está mudando as dinâmicas de mercado, com um dólar mais fraco e novas relações diplomáticas na Ásia.
- Gave destaca que, pela primeira vez em dez anos, as melhores oportunidades de investimento podem estar fora dos Estados Unidos.
- A política comercial de Trump pode melhorar as relações entre Coreia do Sul e China, enquanto os atritos com o Japão podem fortalecer os laços sino-japoneses.
As bolsas de valores americanas continuam em alta, ignorando as novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump. O foco do mercado se volta para temas como inteligência artificial e desregulamentação. Louis-Vincent Gave, da Gavekal, destaca que a administração Trump está alterando as dinâmicas de mercado, com um dólar mais fraco e novas relações diplomáticas na Ásia.
Gave afirma que, pela primeira vez em uma década, as grandes oportunidades de investimento podem estar fora dos Estados Unidos. Ele observa que a atual administração é mais predatória em relação a aliados e adversários do que seus antecessores. O analista utiliza uma metáfora keynesiana para explicar que, no mercado, o sucesso depende de entender quais macrotemas atraem a maioria dos investidores.
A inteligência artificial, que dominou o cenário em 2025, ainda está no radar, mas o lançamento de novos modelos na China esfriou essa narrativa. O fortalecimento do dólar é uma tendência consensual, enquanto a Europa adota estímulos fiscais como resposta. Gave ressalta que os gastos governamentais não se destinam apenas a armamentos, mas também à modernização de infraestrutura.
Mudanças Diplomáticas na Ásia
A política comercial de Trump está provocando mudanças significativas nas relações diplomáticas na Ásia. Gave sugere que a Coreia do Sul e a China podem melhorar suas relações, enquanto os atritos com o Japão podem levar a um fortalecimento das relações sino-japonesas. Além disso, a China pode aumentar seus estímulos fiscais para contrabalançar a pressão americana.
O mercado acionário americano, que viu sua capitalização crescer de US$ 40 trilhões para US$ 60 trilhões entre 2022 e 2025, ocorreu em um período em que a China era considerada “ininvestível”. Nos EUA, a desregulamentação e os cortes de impostos prometidos por Trump são temas que atraem investidores, mas a incerteza política gera obstáculos. Gave conclui que a combinação de um dólar em queda e a crescente incerteza política é um desafio para muitos investidores.
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