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Juros futuros curtos recuam enquanto longos avançam após IBC-Br decepcionante

Queda de 0,7% no IBC-Br indica desaceleração econômica e aumenta expectativas de cortes na Selic em 2025 ou 2026.

Foto: Reprodução
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  • O índice de atividade econômica IBC-Br, referente a maio, caiu 0,7%, surpreendendo o mercado, que esperava estabilidade.
  • A queda indica uma desaceleração econômica, afetando as expectativas sobre a taxa Selic.
  • As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) curtos caíram, com a taxa para janeiro de 2027 em 14,255%, uma redução de 7 pontos-base.
  • A expectativa de cortes na Selic em 2025 ou 2026 aumentou, refletindo um crescimento econômico mais moderado.
  • No cenário internacional, investidores monitoram a guerra comercial dos EUA, que impôs tarifas sobre produtos brasileiros.

O índice de atividade econômica IBC-Br divulgado pelo Banco Central referente a maio apresentou uma queda de 0,7%, surpreendendo negativamente o mercado, que esperava estabilidade. Essa redução sinaliza uma desaceleração econômica mais acentuada nos próximos meses, impactando as expectativas sobre a taxa Selic.

A reação do mercado foi imediata, com as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) curtos caindo. A taxa para janeiro de 2027, por exemplo, chegou a 14,255%, uma baixa de 7 pontos-base em relação ao ajuste anterior. A expectativa de cortes na Selic em 2025 ou 2026 aumentou, refletindo a percepção de que a economia pode enfrentar um crescimento mais moderado no segundo trimestre.

Expectativas de Crescimento

Rafael Perez, economista da Suno Research, destacou que o resultado do IBC-Br indica um esgotamento do impulso do setor agropecuário, o que deve tornar os efeitos da política monetária mais evidentes. A curva de juros, que se inclinou, mostra que os investidores estão ajustando suas expectativas em relação à política monetária.

No entanto, a liquidez do mercado foi menor durante a tarde, e a valorização do dólar frente ao real fez com que as taxas curtas reduzissem suas perdas. Perto do fechamento, a curva de juros indicava 98% de chances de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Cenário Internacional

No cenário externo, os investidores continuam atentos à guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs tarifas sobre produtos brasileiros e ameaçou a União Europeia e o México. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global, estava estável em 4,425%.

Esses fatores combinados sugerem um ambiente econômico desafiador, tanto no Brasil quanto no exterior, com implicações diretas nas decisões de política monetária e nas expectativas de crescimento econômico.

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