- Nove das 20 cidades com os piores índices de saneamento básico do Brasil estão na Amazônia, segundo o Ranking do Saneamento 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados.
- O estudo, que analisa dados de 2023, mostra uma piora nos indicadores de abastecimento de água e esgoto, especialmente em municípios do Pará.
- Campinas (SP), Limeira (SP) e Niterói (RJ) estão entre as melhores classificações, enquanto Santarém, Belém e Ananindeua, no Pará, estão entre os piores.
- A média nacional de abastecimento de água é de 93,91%, a coleta de esgoto é de 77,19% e o tratamento de esgoto é de 65,11%.
- O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece metas de 99% de acesso à água e 90% de coleta de esgoto, mas apenas 23 cidades atingiram a meta de acesso à água.
Nove das 20 cidades com os piores índices de saneamento básico do Brasil estão na Amazônia, conforme o Ranking do Saneamento 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados. O estudo, que analisa dados de 2023, mostra que a situação se agrava, especialmente em municípios do Pará, que sediará a COP-30 em novembro.
Os dados revelam que Campinas (SP), Limeira (SP) e Niterói (RJ) estão entre as melhores classificações, enquanto Santarém, Belém e Ananindeua, no Pará, figuram entre os piores. A média nacional de abastecimento de água e esgoto apresentou uma queda, com índices de 93,91% para água, 77,19% para coleta de esgoto e 65,11% para tratamento de esgoto. Essa diminuição é atribuída a um ajuste populacional do Censo, que refletiu uma realidade mais precisa.
Desigualdades Regionais
O estudo evidencia desigualdades regionais, com o Norte do Brasil concentrando os piores resultados. Além das cidades paraenses, Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) estão entre os municípios com os índices mais baixos. No total, 44,8% da população brasileira ainda não tem acesso à coleta de esgoto, e 16,9% carecem de água potável.
Os dados também mostram que os 20 piores municípios investem, em média, apenas R$ 78,40 por habitante, bem abaixo do necessário para a universalização do saneamento, que é de R$ 223,82. O investimento mais baixo foi registrado em Rio Branco, com apenas R$ 8,09 por habitante.
Metas e Desafios
O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece metas ambiciosas: 99% de acesso à água, 90% de coleta de esgoto e 80% de tratamento de esgoto. Contudo, apenas 23 cidades atingiram a meta de acesso à água, e apenas duas conseguiram a universalização do tratamento de esgoto.
Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, destaca que a universalização do saneamento só será alcançada quando o tema se tornar uma prioridade nas gestões municipais. Ela enfatiza a necessidade de planejamento a longo prazo e de um olhar mais atento para o saneamento como um ativo político.
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