- O aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo governo Lula gerou impasse com o Legislativo e levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a ser acionado para decidir sobre a legalidade da medida.
- Empresas de diversos setores já se organizam para recorrer à Justiça, independentemente da decisão do STF.
- O governo defende que o aumento é uma medida regulatória, mas tributaristas alertam para a possibilidade de ações judiciais em massa.
- A expectativa inicial de arrecadação com o aumento era de R$ 20 bilhões, mas foi reduzida para R$ 12 bilhões devido à resistência do setor privado.
- A cobrança do IOF está suspensa por decisão do STF, mas novas ações judiciais devem surgir após a reativação da cobrança.
Empresas se preparam para ações judiciais contra aumento do IOF
O aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo governo Lula gerou um impasse com o Legislativo e levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a ser acionado para decidir sobre a legalidade da medida. Independentemente da decisão do STF, empresas de diversos setores já se organizam para recorrer à Justiça.
O governo argumenta que o aumento do IOF é uma medida regulatória, mas tributaristas alertam que isso pode resultar em uma onda de ações judiciais. O núcleo da discussão gira em torno da utilização do IOF para fins arrecadatórios, o que o Legislativo considera inadequado. A expectativa de arrecadação do governo com o aumento era de R$ 20 bilhões, mas com a resistência do setor privado, a previsão foi reduzida para R$ 12 bilhões.
Em entrevista, Dario Durigan, secretário-adjunto da Fazenda, defendeu que a arrecadação é uma consequência secundária da medida. Contudo, líderes partidários sinalizaram que aceitariam um aumento do IOF se o governo reduzisse a carga tributária, reforçando a intenção regulatória. No entanto, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, indicou que o governo não está aberto a acordos.
Implicações para as empresas
Tributaristas como Menndel Macedo afirmam que, independentemente do resultado no STF, as empresas afetadas devem buscar a Justiça. Caso a tese do governo seja aceita, ações questionando a cobrança do IOF sobre operações de “risco sacado” podem surgir. Essas operações, comuns entre empresas e fornecedores, foram reclassificadas pelo governo como crédito, sujeitando-se à tributação.
Eduardo Melman Katz, do escritório Mattos Filho Advogados, também acredita que muitas empresas recorrerão à Justiça, mesmo que o governo reduza a alíquota. A prática de antecipação de recebíveis é disseminada e impacta diversos setores da economia.
Atualmente, a cobrança do IOF está suspensa por decisão do STF, mas assim que for reativada, as empresas deverão buscar reparação judicial. O governo arrecadou R$ 2 bilhões antes da suspensão, e a expectativa é que novas ações judiciais sejam movidas após a decisão final do STF.
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