- Fabricantes de sorvetes dos Estados Unidos anunciaram a eliminação gradual de corantes artificiais até 2027.
- A decisão foi influenciada pela pressão do secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr., que defende uma dieta mais saudável.
- A Associação Internacional de Alimentos Lácteos (IDFA) confirmou que mais de 40 marcas deixarão de usar esses aditivos.
- Kennedy Jr. planeja revogar a autorização de dois corantes sintéticos e colaborar para eliminar outros seis.
- Algumas empresas, como o grupo Mars, resistem à mudança, alegando que seus produtos são seguros.
Os principais fabricantes de sorvetes dos Estados Unidos anunciaram a eliminação gradual de corantes artificiais até 2027. A decisão foi impulsionada pela pressão do secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr., que defende uma dieta mais saudável para os americanos. A Associação Internacional de Alimentos Lácteos (IDFA) confirmou que mais de 40 marcas de sorvetes deixarão de usar esses aditivos sintéticos, que têm sido associados a problemas de saúde, como TDAH e câncer.
Kennedy Jr. expressou sua satisfação com a medida, destacando que é um grande passo para a indústria de laticínios e para a saúde pública. O presidente da IDFA, Michael Dykes, também elogiou a iniciativa, referindo-se ao slogan de Kennedy Jr., que busca “Fazer a América saudável novamente”. O consumo de sorvete nos EUA é significativo, com uma média de 8,6 kg por pessoa anualmente.
Além disso, Kennedy Jr. anunciou planos para revogar a autorização de dois corantes sintéticos e colaborar com a indústria para eliminar outros seis. Ele se autodenomina defensor da alimentação saudável e acredita que a adesão dos produtores de sorvete representa entre 35% e 40% do setor agroalimentar. A FDA, por sua vez, acelerou a homologação de corantes naturais, com quatro novas referências autorizadas desde a posse do presidente Trump.
Apesar do avanço, algumas empresas, como o grupo Mars, resistem à mudança, alegando que seus produtos são seguros e em conformidade com as normas vigentes. A Associação Nacional de Confeiteiros (NCA) também se opôs às propostas de Kennedy Jr., considerando que suas conclusões não são baseadas em estudos conclusivos.
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