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Presidente da Apex afirma que EUA provocam pandemia econômica global

Jorge Viana alerta para os riscos da crise econômica e defende negociações comerciais prioritárias no governo Lula.

Foto: Reprodução
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  • Jorge Viana, presidente da Apex Brasil, criticou a condução econômica do Brasil, atribuindo a crise a ações da família Bolsonaro.
  • Ele afirmou que o Brasil enfrenta uma “pandemia econômica” influenciada pela gestão anterior e pelos Estados Unidos.
  • Viana destacou a preocupação com os produtores do Sudeste, que representam 70% das exportações brasileiras para os EUA.
  • O presidente Lula deve priorizar negociações comerciais e evitar tarifas excessivas, segundo Viana.
  • Retaliações tarifárias devem ser consideradas apenas como último recurso, visando manter um diálogo construtivo com os EUA.

Jorge Viana, presidente da Apex Brasil, fez duras críticas à atual condução econômica do Brasil, atribuindo a crise a ações da família Bolsonaro e sugerindo que o governo Lula deve priorizar negociações comerciais. Em entrevista ao programa Mercado Aberto, Viana afirmou que o Brasil enfrenta uma “pandemia econômica” influenciada pelos Estados Unidos e pela gestão anterior.

Viana destacou que a situação atual é preocupante, especialmente para os produtores do Sudeste, que representam 70% das exportações brasileiras para os EUA. Ele alertou que a falta de resolução nas relações comerciais pode resultar em prejuízos significativos para os agricultores de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O presidente da Apex criticou a abordagem do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que buscou diálogo direto com autoridades americanas, afirmando que a força do Brasil reside na união entre produtores e exportadores.

Foco em Negociações

O presidente Lula, segundo Viana, tem uma orientação clara: focar em negociações e evitar tarifas excessivas que possam prejudicar o comércio. Ele ressaltou que não faz sentido o Brasil manter tarifas de 50% em produtos, especialmente quando o comércio é favorável aos EUA. Viana também mencionou que as retaliações tarifárias devem ser consideradas apenas como último recurso, enfatizando a necessidade de uma abordagem inteligente que não agrave a situação.

A retaliação não deve ser vista como uma guerra, mas sim como uma estratégia para abrir o diálogo. Viana defendeu que qualquer medida deve ser pensada para criar dificuldades aos EUA, mas sem comprometer a relação comercial. Ele concluiu que a prioridade deve ser sempre a negociação, buscando soluções que beneficiem ambos os lados.

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