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Suzano critica tarifas de Trump e busca alternativas para expandir vendas nos EUA

A Suzano enfrenta incertezas após a tarifa de 50% imposta por Donald Trump, podendo impactar preços e demanda nos EUA.

Fábrica da Suzano: empresa brasileira atua nos Estados Unidos há 40 anos (Foto: Germano Lüders/Exame)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, surpreendendo a Suzano.
  • Guilherme Miranda, diretor para as Américas da Suzano, destacou que a empresa fornece 83% da celulose importada pelos EUA.
  • A Suzano, com 40 anos de atuação no mercado americano, não esperava que o Brasil fosse alvo de tarifas, especialmente devido ao superávit comercial dos EUA com o país.
  • Caso a tarifa seja implementada, os custos adicionais serão repassados aos consumidores norte-americanos, o que pode afetar a demanda.
  • A empresa está avaliando alternativas para expandir suas vendas em outros mercados e mantém pedidos sem cancelamentos até o momento.

Guilherme Miranda, diretor para as Américas da Suzano, expressou surpresa com a recente decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Durante um evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, Miranda destacou que a medida representa um desafio inesperado para a empresa, que fornece 83% da celulose importada pelos EUA.

A Suzano, com 40 anos de atuação no mercado americano, está atenta às movimentações do governo dos EUA. Miranda ressaltou que a empresa não esperava que o Brasil fosse alvo de tarifas, especialmente considerando o superávit comercial dos EUA com o país. A falta de previsibilidade política é uma preocupação para a Suzano, que busca uma solução negociada com o governo brasileiro.

Impactos e Estratégias

Miranda afirmou que, se a tarifa for implementada, os custos adicionais terão que ser repassados aos consumidores norte-americanos. Ele observou que a celulose é uma commodity e não há margem para subsidiar o produto. Assim, o consumidor terá que arcar com o aumento de preços, o que pode afetar a demanda.

Apesar das incertezas, a Suzano não registrou impactos imediatos nas vendas, mantendo pedidos e sem cancelamentos. O diretor mencionou que a empresa está explorando alternativas para expandir suas vendas em outros mercados, caso necessário. A celulose brasileira é crucial para a produção de papel higiênico de alta qualidade nos EUA, o que torna a continuidade das relações comerciais ainda mais importante.

Cenários Futuros

Miranda delineou dois cenários possíveis: no primeiro, os clientes continuam comprando e pagando a tarifa; no segundo, a tarifa pode reduzir a concorrência global, levando a um aumento nos preços. A Suzano permanece otimista em sua capacidade de adaptação e na manutenção de sua posição de liderança no setor de celulose, enquanto busca mitigar os efeitos das novas tarifas.

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