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Alter do Chão capacita ribeirinhos para impulsionar turismo na COP30

Comunidades ribeirinhas de Alter do Chão se preparam para receber turistas durante a COP30, oferecendo experiências culturais autênticas.

Ribeirinho conduz passeio de canoa pela Floresta Encantada na região Caranazal em Alter do Chão (PA) (Foto: Murilo Bomfim/Acervo Pessoal)
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  • Alter do Chão, no Pará, se prepara para receber turistas com a aproximação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro em Belém.
  • Comunidades ribeirinhas, como Maripá, Tucumã e Vila Gorete, estão se estruturando para oferecer experiências culturais e turismo de base comunitária.
  • As atividades incluem culinária local, passeios por trilhas, banhos de rio e oficinas de artesanato.
  • A prefeitura de Santarém, por meio do secretário de Turismo, Emanuel Leite da Silva, realiza visitas técnicas e capacitações para apoiar as comunidades.
  • A implementação de tecnologia, como a Starlink, melhora a comunicação e o acesso à internet nas áreas ribeirinhas, beneficiando moradores e turistas.

Com a COP30 se aproximando, Alter do Chão, no Pará, se destaca como um destino turístico em ascensão. A conferência de clima da ONU, marcada para novembro em Belém, impulsiona a região a se preparar para receber visitantes. Comunidades ribeirinhas, como Maripá, Tucumã e Vila Gorete, estão se estruturando para oferecer experiências culturais e atividades de turismo de base comunitária.

Essas comunidades, localizadas às margens dos rios Tapajós e Arapiuns, se preparam para abrir suas portas a pequenos grupos de turistas. As atividades incluem culinária local, passeios por trilhas, banhos de rio e oficinas de artesanato. O secretário de Turismo de Santarém, Emanuel Leite da Silva, destaca que a prefeitura tem realizado visitas técnicas e capacitações para ajudar as comunidades a se tornarem pontos turísticos.

Desenvolvimento Sustentável

A parceria entre a prefeitura, agências de turismo e ribeirinhos visa desenvolver o turismo de forma sustentável. Anna Terra, fundadora da agência Anna Terra Expedições, ressalta a importância de estruturar as comunidades para receber visitantes. Ela observa que, apesar do potencial turístico do baixo Tapajós, muitas comunidades ainda não estão preparadas para a demanda.

Os agentes de turismo têm acompanhado as visitas técnicas, avaliando as comunidades e criando novos produtos turísticos. A implementação de tecnologia, como a Starlink, tem facilitado a comunicação e o acesso à internet nas áreas ribeirinhas, beneficiando tanto os moradores quanto os turistas.

Sazonalidade e Atrações

Alter do Chão enfrenta uma sazonalidade contrastante, com o fluxo turístico concentrado entre agosto e janeiro, durante a seca dos rios. No entanto, a cheia do Tapajós oferece oportunidades únicas, como passeios pela Floresta Encantada, que não são possíveis na seca. Ana Torrellas Quintero, da Mãe Natureza Ecoturismo, afirma que essa época também proporciona experiências mais tranquilas e acessíveis.

O desenvolvimento do turismo de base comunitária não apenas beneficia os visitantes, mas também incentiva os ribeirinhos a resgatar e aprimorar suas tradições. Com a COP30 no horizonte, Alter do Chão se posiciona como um destino promissor, pronto para receber turistas em busca de experiências autênticas e sustentáveis.

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