- O Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) abriu uma investigação comercial contra o Brasil, focando na região da 25 de Março.
- A investigação menciona práticas de comércio irregular e a falta de proteção à propriedade intelectual.
- A Univinco, associação dos lojistas da 25 de Março, contestou as alegações, reconhecendo comércio irregular em algumas galerias, mas afirmando que a maioria dos estabelecimentos opera legalmente.
- O relatório do USTR critica o Brasil por não combater a venda de produtos piratas e menciona o sistema de pagamentos Pix como uma prática desleal em relação a empresas americanas.
- A 25 de Março, com mais de três mil estabelecimentos, continua a ser um centro de comércio popular, oferecendo produtos variados a preços acessíveis.
A região da 25 de Março, reconhecida como o maior centro de comércio popular da América Latina, foi alvo de uma investigação comercial aberta pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR). O anúncio ocorreu na quarta-feira, 16, e menciona práticas de comércio irregular e a falta de proteção à propriedade intelectual no Brasil.
A Univinco, associação que representa os lojistas da 25 de Março, contestou as alegações. Em nota, a entidade admitiu a existência de comércio irregular em “galerias específicas”, mas enfatizou que isso não reflete a maioria dos estabelecimentos, que operam de forma legal. A Univinco também destacou que as autoridades competentes estão atentas e combatem essas práticas.
O relatório do USTR critica o Brasil por não combater eficazmente a venda de produtos piratas, como consoles de videogame modificados e dispositivos de streaming ilegais. Segundo o documento, o país adota políticas que não garantem a proteção adequada dos direitos de propriedade intelectual. A Univinco, por sua vez, ressaltou que os produtos comercializados na 25 de Março são, em sua maioria, importados da China, sem relação com os Estados Unidos.
Com mais de 3 mil estabelecimentos formais, a 25 de Março continua a ser um polo de diversidade e preços acessíveis. A associação reafirmou que o comércio na região é forte e comprometido com a legalidade, oferecendo aos consumidores uma ampla variedade de produtos de qualidade. Além das críticas à 25 de Março, o relatório do USTR também menciona o sistema de pagamentos Pix como uma possível prática desleal em relação a empresas americanas.
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