- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, alertou que Brasil, China e Índia podem sofrer sanções se continuarem a negociar com a Rússia.
- O Brasil se tornou o maior importador de diesel russo, com importações de 6,1 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 6.000% em relação ao ano anterior.
- O país gastou US$ 4,5 bilhões em combustíveis fósseis russos.
- O comércio entre Brasil e Rússia atingiu US$ 12,4 bilhões em 2024, com US$ 11 bilhões em importações brasileiras.
- A mudança na política dos Estados Unidos, com a ameaça de tarifas secundárias de 100%, aumenta a pressão sobre países que mantêm relações comerciais com a Rússia.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou que Brasil, China e Índia podem enfrentar sanções severas se continuarem a negociar com a Rússia. O aviso ocorre em um contexto de crescente pressão internacional sobre o regime de Vladimir Putin, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022. O Brasil, que se tornou o maior importador de diesel russo, está no centro dessa discussão.
Dados do Center for Research on Energy and Clean Air (CREA) revelam que, entre dezembro de 2022 e junho de 2025, a China adquiriu 44% das exportações de carvão da Rússia, enquanto o Brasil, em 2023, importou 6,1 milhões de toneladas de diesel, um aumento de 6.000% em relação ao ano anterior. Esse crescimento fez com que o país gastasse US$ 4,5 bilhões em combustíveis fósseis russos, consolidando sua posição como o maior comprador de diesel da Rússia.
O comércio bilateral entre Brasil e Rússia atingiu um recorde histórico em 2024, totalizando US$ 12,4 bilhões, com US$ 11 bilhões em importações brasileiras. As exportações do Brasil para a Rússia incluem produtos como soja e carne bovina, enquanto as importações são predominantemente de óleos combustíveis e fertilizantes químicos. A Rússia, embora não esteja entre os dez maiores compradores de produtos brasileiros, ocupa a quinta posição entre os importadores.
A mudança na política dos EUA, com a ameaça de tarifas secundárias de 100% sobre compradores de exportações russas, intensifica a pressão sobre países que mantêm relações comerciais com a Rússia. A situação levanta questões sobre a viabilidade das negociações entre os membros do Brics e as consequências que podem enfrentar se não se alinharem às sanções internacionais.
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