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Diageo busca novo CEO para enfrentar desafios e revitalizar mercado de bebidas

Debra Crew deixa a Diageo após queda de 43% nas ações, enquanto a empresa enfrenta desafios de demanda e tensões tarifárias.

CEO Debra Crew deixa o cargo após apenas dois anos no cargo, em mais um sinal claro das dificuldades do setor de destilados no pós-pandemia e aos novos hábitos da Geração Z (Foto: Reprodução/Exame)
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  • Debra Crew deixará a Diageo após dois anos como CEO, cargo que assumiu em junho de 2023.
  • Durante sua gestão, as ações da empresa caíram 43%, refletindo dificuldades no setor de destilados.
  • A Diageo enfrentou queda nas vendas, especialmente nos Estados Unidos e na China, e revisou suas projeções para a América Latina, prevendo uma redução de até 20% na demanda.
  • Nik Jhangiani, atual CFO, assumirá interinamente a liderança enquanto a empresa busca um novo CEO.
  • A Diageo anunciou um plano de redução de custos de US$ 500 milhões para enfrentar os desafios atuais.

A CEO da Diageo, Debra Crew, deixará a empresa após um mandato de apenas dois anos, marcado por desafios significativos no setor de destilados. Crew, que assumiu o cargo em junho de 2023, sucedeu Ivan Menezes, que faleceu repentinamente. Durante sua gestão, a Diageo enfrentou uma queda de 43% nas ações, refletindo a dificuldade em recuperar a confiança dos investidores.

A companhia, que é uma das maiores fabricantes de bebidas alcoólicas do mundo, viu suas vendas despencarem, especialmente nos mercados dos Estados Unidos e China. Em novembro de 2023, a Diageo revisou suas projeções para a América Latina, prevendo uma queda de até 20% na demanda, devido à migração dos consumidores para opções mais baratas. Essa situação resultou em uma pilha de estoques não vendidos no Brasil e no México, levando a uma queda de 11% nas ações em um único dia.

Desafios e Impactos

Além da queda na demanda, a Diageo enfrenta tensões comerciais que impactam seus lucros. A empresa estima um custo adicional de US$ 150 milhões por ano devido a tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre bebidas alcoólicas. A situação se agrava com a possibilidade de retaliações da União Europeia, que pode incluir o bourbon americano em sua lista de alvos tarifários.

Com a saída de Crew, Nik Jhangiani, atual CFO, assumirá interinamente a liderança enquanto a Diageo busca um novo CEO. A empresa indicou que considerará tanto candidatos internos quanto externos para o cargo. Analistas expressam ceticismo sobre a capacidade de um novo líder em reverter a situação, dado o cenário desafiador do setor.

Perspectivas Futuras

A Diageo já anunciou um plano de redução de custos de US$ 500 milhões para enfrentar as dificuldades atuais. Apesar das ações terem registrado uma leve alta de 1,3% na Bolsa de Londres, a empresa perdeu um quarto de seu valor de mercado desde o início do ano. A expectativa é que os resultados anuais sejam divulgados em 5 de agosto, trazendo mais clareza sobre a situação financeira da companhia.

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