- As tarifas comerciais do presidente Donald Trump causaram uma desvalorização do dólar americano, que caiu quase 9% em 2024.
- Empresas com forte presença internacional, como Las Vegas Sands e Booking Holdings, estão se beneficiando dessa queda, com ações em alta nas bolsas de valores.
- Um relatório do Goldman Sachs aponta que companhias com receitas globais superaram as de vendas domésticas em 11% contra 4% no acumulado do ano.
- A Las Vegas Sands teve um aumento de mais de 20% em suas ações, enquanto a Booking Holdings viu suas ações subirem mais de 10%.
- Outras empresas com alta exposição internacional incluem Philip Morris, Schlumberger, NXP e Teradyne, todas com receitas majoritariamente provenientes do exterior.
As tarifas comerciais implementadas pelo presidente Donald Trump têm gerado uma desvalorização significativa do dólar americano, que caiu quase 9% em 2024. Esse cenário tem impactado positivamente empresas com forte presença internacional, como Las Vegas Sands e Booking Holdings, cujas ações registraram ganhos expressivos nas bolsas de valores.
Um relatório do Goldman Sachs destaca que empresas com receitas globais estão se beneficiando da queda do dólar. À medida que moedas estrangeiras se valorizam em relação ao dólar, as companhias que realizam a maior parte de suas vendas fora dos Estados Unidos estão experimentando um aumento considerável em seus valores de mercado. No acumulado do ano, ações com alta exposição internacional superaram as de vendas domésticas em 11% contra 4%.
Benefícios para Empresas Expostas ao Exterior
A Las Vegas Sands, por exemplo, viu suas ações subirem mais de 20% em apenas um mês, com 100% de sua receita proveniente do mercado externo. Em 2024, a empresa faturou US$ 11,2 bilhões. Já a Booking Holdings, que também depende fortemente do mercado internacional, teve um aumento de mais de 10% em suas ações, com 90% de sua receita vinda de fora dos EUA.
Outras empresas mencionadas no relatório incluem a fabricante de cigarros Philip Morris, com 100% de sua receita no exterior, e a Schlumberger, que tem 85% de suas vendas fora dos Estados Unidos. Além disso, a NXP, do setor de semicondutores, reporta 93% de seu faturamento no mercado internacional, enquanto a Teradyne apresenta 87% de sua receita proveniente de outros países.
A análise do Goldman Sachs evidencia que o impacto da desvalorização do dólar está concentrado principalmente nas empresas de tecnologia da informação, que representam 17 das 50 companhias com maior exposição internacional. Essa tendência sugere que a guerra tarifária de Trump continua a moldar o cenário econômico, beneficiando empresas que operam globalmente.
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