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Yen fraco reduz gastos de luxo na Richemont, dona da Cartier

Richemont enfrenta queda de 15% nas vendas no Japão, mas registra crescimento global de 6% em meio a desafios econômicos.

Shoppers walking past a Cartier store at the high-end shopping district of Ginza in Tokyo, Japan. (Foto: Anadolu | Getty Images)
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  • A Richemont, grupo suíço de luxo, registrou uma queda de 15% nas vendas no Japão no primeiro trimestre fiscal em comparação ao ano anterior.
  • A valorização do iene e a redução do gasto de turistas, especialmente os chineses, impactaram negativamente os resultados.
  • Apesar disso, a empresa teve um crescimento global de 6%, totalizando 5,41 bilhões de euros em vendas.
  • No Japão, o desempenho contrasta com o crescimento de 59% registrado no mesmo período do ano passado, quando a desvalorização do iene favoreceu o turismo.
  • As vendas na divisão de joias cresceram 11%, enquanto a divisão de relógios teve uma queda de 7%.

A Richemont, grupo suíço de luxo, reportou uma queda de 15% nas vendas no Japão no primeiro trimestre fiscal, em comparação ao ano anterior. O desempenho foi impactado pela valorização do iene e pela redução do gasto de turistas, especialmente os chineses. Apesar disso, a empresa registrou um crescimento global de 6% nas vendas, totalizando 5,41 bilhões de euros.

O cenário no Japão contrasta com o crescimento de 59% registrado no mesmo período do ano passado, quando a desvalorização do iene impulsionou o turismo e os gastos com luxo. A recuperação do iene, que atingiu níveis altos após a mudança na política monetária do Banco do Japão, afetou diretamente o consumo de turistas. A Richemont, que possui marcas como Cartier e Van Cleef & Arpels, destacou que, apesar da queda no Japão, a demanda por suas joias de alto padrão continua forte.

Desempenho Regional

As vendas na divisão de joias da Richemont cresceram 11%, enquanto a divisão de relógios, que inclui marcas como Piaget, enfrentou uma queda de 7%. A empresa observou que, apesar das dificuldades em mercados como China, Hong Kong e Japão, as vendas nas Américas aumentaram, refletindo uma recuperação no consumo local.

Os resultados da Richemont foram considerados positivos em um contexto de desaceleração no setor de luxo. O analista Jean-Philippe Bertschy, da Vontobel, comentou que a empresa se destaca por sua resiliência, especialmente em tempos de incerteza econômica. As ações da Richemont subiram 0,6% após a divulgação dos resultados, indicando a confiança do mercado na marca e em suas estratégias.

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