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Aumento de trabalhadores com carteira não melhora renda, e maioria ganha até dois mínimos

Cresce a formalização no Brasil, mas a massa salarial permanece estagnada, refletindo desafios na melhoria da renda dos trabalhadores.

Taxa de trabalhadores com carteira assinada no Brasil subiu de 59,2% para 62,2% desde 2019, segundo relatório do Bradesco (Foto: Joao Paulo V Tinoco /Stock Adobe)
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  • O Brasil formalizou 8,7 milhões de trabalhadores desde 2019, aumentando a taxa de formalização de 59,2% para 62,2%.
  • Apesar do crescimento no número de trabalhadores formais, a massa salarial não teve evolução significativa.
  • O aumento de trabalhadores formais ocorreu principalmente entre aqueles que recebem até dois salários mínimos.
  • A proporção de trabalhadores formais atuando por conta própria subiu de 18% para 26% no mesmo período.
  • A ocupação formal representa cerca de 75% da massa salarial total do Brasil, que se manteve estável desde antes da pandemia.

O Brasil registrou um aumento significativo no número de trabalhadores no setor formal, conforme aponta um relatório do Bradesco divulgado nesta quarta-feira, 16. Desde 2019, 8,7 milhões de pessoas foram formalizadas, elevando a taxa de formalização de 59,2% para 62,2%. Apesar desse avanço, a massa salarial não apresentou crescimento proporcional, indicando que a formalização não se traduziu em ganhos de renda substanciais.

O levantamento, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), revela que 15% do aumento no número de trabalhadores formais ocorreu desde agosto de 2019, enquanto os informais cresceram apenas 1%. A maior parte desse crescimento se concentra em trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, refletindo uma estagnação nos ganhos salariais.

Crescimento da Formalização

O Bradesco também destaca que a proporção de trabalhadores formais atuando por conta própria subiu de 18% em 2019 para 26% atualmente. Essa mudança é observada em diversos setores, mas com predominância na faixa de renda mais baixa. O relatório enfatiza que, embora a formalização seja um avanço positivo, a dinâmica da massa salarial permanece inalterada.

A ocupação formal representa cerca de 75% da massa salarial total do Brasil, um nível que se manteve estável desde antes da pandemia. Desde 2019, tanto a massa de trabalhadores formais quanto informais cresceu em torno de 20% em termos reais. Assim, o aumento no número de formalizações não resultou em uma melhoria significativa na renda dos trabalhadores, conforme conclui o estudo.

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