- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a taxação de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não será aplicada.
- Ele expressou confiança de que a tarifa não será implementada, destacando os impactos negativos para a economia americana.
- Haddad questionou a lógica da investigação comercial dos EUA sobre práticas anti-competitivas do Brasil, especialmente em relação ao sistema de pagamentos Pix.
- O ministro criticou a resistência dos EUA ao Pix e sugeriu que a preocupação pode ser influenciada por lobbies de empresas de cartão de crédito.
- Ele também abordou a importância do respeito à soberania dos países e mencionou o trabalho do Ministério da Fazenda na regulamentação da lei de Reciprocidade.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 17, que a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não será implementada. Ele expressou confiança de que a tarifa não será aplicada, destacando os impactos negativos que isso teria na economia americana. Haddad questionou a lógica da investigação comercial dos EUA, que alega práticas anti-competitivas do Brasil, especialmente em relação ao sistema de pagamentos Pix.
Em entrevista ao Estadão Broadcast, Haddad sugeriu que os EUA deveriam adotar o modelo do Pix, que facilita transações financeiras. Ele criticou a resistência americana ao sistema, indagando se a preocupação não seria um lobby das empresas de cartão de crédito. O ministro também abordou a questão do desmatamento, ressaltando que o Brasil está revertendo os danos ambientais e questionou se o país seria penalizado por ações passadas do governo anterior.
Relações Bilaterais
Haddad enfatizou a importância de respeitar a soberania de ambos os países e a necessidade de um diálogo construtivo. Ele não revelou estimativas sobre o impacto econômico da tarifa, mas mencionou que o Ministério da Fazenda está trabalhando na regulamentação da lei de Reciprocidade, com prazo até 1º de agosto para apresentar suas projeções.
O ministro também destacou a relevância de reformas tributárias e administrativas no Brasil, mencionando a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil como uma oportunidade de destaque para o presidente da Câmara, Hugo Motta. Além disso, Haddad discutiu com o presidente Lula e bancos públicos a criação de novas linhas de crédito, visando facilitar o acesso ao financiamento para pequenos empreendedores, especialmente aqueles que utilizam o Pix.
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