- A CoreWeave, que teve um aumento de mais de 240% em suas ações desde a abertura de capital em março, enfrenta novos desafios.
- O HSBC iniciou a cobertura da empresa com uma classificação de “reduzir” e um preço-alvo de $32 por ação, prevendo uma queda de 77%.
- O analista Abhishek Shukla expressou preocupações sobre a dependência da empresa em poucos clientes, como Microsoft e OpenAI, que também desenvolvem seus próprios softwares.
- No primeiro trimestre de 2025, 72% da receita da CoreWeave veio da Microsoft, levantando questões sobre a sustentabilidade do modelo de negócios.
- As ações da empresa caíram mais de 3% após a análise do HSBC, refletindo a incerteza entre os analistas sobre o futuro da CoreWeave.
CoreWeave, uma empresa que viu suas ações dispararem mais de 240% desde sua abertura de capital em março, enfrenta agora um cenário desafiador. O HSBC iniciou a cobertura da companhia com uma classificação de “reduzir” e um preço-alvo de $32 por ação, prevendo uma queda de 77% em relação ao fechamento de quarta-feira.
O analista Abhishek Shukla expressou preocupações sobre a dependência excessiva da CoreWeave em relação a poucos clientes, como Microsoft e OpenAI, que também utilizam seus próprios softwares. Essa situação, segundo Shukla, dilui a proposta de valor da empresa. No primeiro trimestre de 2025, 72% da receita da CoreWeave veio da Microsoft, o que levanta questões sobre a sustentabilidade do modelo de negócios.
Desafios Financeiros
Além da concentração de clientes, a CoreWeave enfrenta altos custos de capital e a necessidade de investimentos significativos em infraestrutura. O analista destacou que a empresa pode ter que substituir suas unidades de processamento gráfico (GPUs) a cada 6 a 7 anos, resultando em despesas de capital elevadas para manter a receita estável até 2030.
As ações da CoreWeave caíram mais de 3% após a reavaliação do HSBC. A análise de dados da LSEG revela que, entre os 23 analistas que cobrem a empresa, 17 a classificam como “manter”, enquanto apenas quatro recomendam compra. Essa falta de consenso entre os especialistas reflete a incerteza sobre o futuro da empresa, mesmo diante de seu crescimento recente.
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