- Pesquisas recentes mostram que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou, tornando-o favorito nas eleições de 2026.
- A pesquisa Genial/Quaest indica que Lula venceria em todos os cenários eleitorais.
- O mercado financeiro enfrenta preocupações sobre o compromisso fiscal do governo, especialmente após o aumento de tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- Gestores de fundos começam a considerar a alocação de ativos em função das eleições a partir do quarto trimestre de 2025.
- Apesar das incertezas, a Bolsa brasileira é vista como uma oportunidade, com recomendações para diversificação em setores como utilities e financeiro.
Recentes pesquisas indicam que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou, fazendo com que ele se destacasse como favorito nas eleições de 2026. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, revela que Lula venceria em todos os cenários eleitorais. Essa mudança ocorre em um contexto de incertezas econômicas e políticas, exacerbadas pelo aumento das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O mercado financeiro brasileiro, que já estava atento às eleições de 2026, agora enfrenta preocupações sobre o compromisso fiscal do governo. Muitos investidores veem a melhora na popularidade de Lula como um sinal negativo, acreditando que isso pode indicar um menor foco em ajustes fiscais em comparação com a oposição. Durante o evento XP Equities Insights, especialistas como Christian Keleti, da AlphaKey Management, e Sara Delfim, da Dahlia Capital, discutiram a situação atual do mercado, ressaltando que o rali da Bolsa, que superou 141 mil pontos, foi impulsionado mais por fatores globais do que por questões eleitorais.
Expectativas do Mercado
Os gestores de fundos estão começando a considerar a alocação de ativos em função das eleições a partir do quarto trimestre de 2025. Uma pesquisa do Bank of America revelou que 83% dos gestores acreditam que o Ibovespa encerrará 2025 acima de 140 mil pontos, um aumento em relação a 66% em junho. Contudo, a pesquisa foi realizada antes do anúncio das tarifas de Trump, o que pode impactar as expectativas futuras.
Os analistas também destacam que o Brasil se beneficia de fluxos de capital estrangeiro, especialmente em um cenário onde os mercados emergentes se tornam mais atraentes. Apesar das incertezas fiscais, a Bolsa brasileira continua a ser vista como uma oportunidade, com empresas locais apresentando crescimento e potencial para revisões de lucro positivas. A cautela, no entanto, permanece, com gestores recomendando uma carteira diversificada, priorizando setores como utilities e financeiro.
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