- Yaniv Cohen ameaça processar a publicação de arte e-flux e o historiador de arte Konstantin Akinsha por difamação.
- A ameaça ocorre após Akinsha questionar a autenticidade de três pinturas atribuídas a Kazimir Malevich em exibição no Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), em Bucareste.
- As obras foram herdadas por Cohen de sua avó e autenticadas por um historiador de arte.
- O MNAC, que inicialmente apoiava a autenticidade, agora se distanciou da validação, afirmando que a inclusão das obras na exposição não implica validação institucional.
- Akinsha levantou dúvidas sobre a proveniência das obras, destacando a falta de documentação clara antes de mil novecentos e vinte e nove.
O proprietário Yaniv Cohen está ameaçando processar a publicação de arte e-flux e o historiador de arte Konstantin Akinsha por difamação, após Akinsha questionar a autenticidade de três pinturas atribuídas a Kazimir Malevich em exibição no Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), em Bucareste. As obras, que fazem parte da exposição “Kazimir Malevich: Outliving History”, foram herdadas por Cohen de sua avó e autenticadas por um historiador de arte.
A controvérsia começou quando Akinsha publicou um artigo na e-flux, onde criticou a falta de expertise do MNAC e levantou dúvidas sobre a proveniência das obras. Ele apontou que a instituição cometeu erros em sua descrição da biografia de Malevich, sugerindo uma falta de conhecimento sobre o contexto do modernismo soviético. Em resposta, Cohen enviou uma carta exigindo a remoção do artigo e um pedido de desculpas, alegando danos à sua reputação.
O MNAC, que inicialmente se mostrou confiante na autenticidade das obras, agora se distanciou da validação, afirmando que a inclusão das peças na exposição não deve ser interpretada como uma validação institucional de sua autenticidade. A instituição descreveu a mostra como um “experimento curatorial” que reflete sobre como o significado histórico da arte é construído e desafiado ao longo do tempo.
Cohen, por sua vez, defende a autenticidade das obras, afirmando que possui documentação que comprova sua linhagem. Ele também mencionou que as pinturas foram trazidas para Israel em 1990 e mantidas em sua família desde então. Akinsha, no entanto, questiona a falta de documentação clara sobre a propriedade das obras antes de 1929, levantando preocupações sobre possíveis falsificações.
A situação destaca os desafios do mercado de arte, especialmente no que diz respeito à autenticidade de obras do movimento vanguardista russo, que frequentemente enfrenta problemas de falsificações. O caso de Cohen e as obras de Malevich exemplificam a complexidade e a controvérsia que cercam a proveniência de obras de arte valiosas.
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