- A OpenEvidence, cofundada por Daniel Nadler, captou US$ 210 milhões em uma nova rodada de investimentos.
- A avaliação da empresa agora é de US$ 3,5 bilhões.
- A plataforma utiliza inteligência artificial para auxiliar médicos e já possui 430 mil usuários nos Estados Unidos.
- A OpenEvidence realiza cerca de 8,5 milhões de consultas mensais e oferece um mecanismo de busca gratuito para análise de artigos médicos.
- O financiamento foi liderado pela GV, braço de capital de risco do Google, e Kleiner Perkins, com a participação de outros investidores.
O economista e empreendedor Daniel Nadler se tornou bilionário após a OpenEvidence, empresa que cofundou, captar US$ 210 milhões em uma nova rodada de investimentos. A startup, que utiliza inteligência artificial para apoiar médicos, agora é avaliada em US$ 3,5 bilhões. Desde sua fundação em 2022, a OpenEvidence já registrou 430 mil médicos nos Estados Unidos, representando cerca de 40% da categoria no país, e realiza aproximadamente 8,5 milhões de consultas mensais.
A plataforma oferece um mecanismo de busca gratuito que analisa milhões de artigos médicos, ajudando profissionais da saúde na tomada de decisões clínicas. O modelo de negócios é baseado em publicidade direcionada, semelhante ao utilizado por gigantes como o Google. Nadler enfatizou a necessidade de ferramentas que ajudem os médicos a lidar com a sobrecarga de informações, afirmando que o cérebro humano tem capacidade limitada para processar tantos estudos.
Investidores e Crescimento
O financiamento recente foi liderado pela GV, braço de capital de risco do Google, e pela Kleiner Perkins, com a participação de investidores como Coatue, Thrive Capital e Conviction. Nadler detém cerca de 60% da empresa, elevando seu patrimônio líquido a US$ 2,3 bilhões. O cofundador Zack Ziegler, doutorando em aprendizado de máquina em Harvard, possui aproximadamente 10% da companhia.
A OpenEvidence se destaca por utilizar algoritmos de IA desde o início, com acesso a publicações de revistas científicas renomadas. O sistema oferece resultados precisos e links para os artigos originais, evitando erros comuns ao restringir a base de dados a fontes científicas. Entre seus usuários está o Hospital Geral de Massachusetts, onde médicos utilizam a ferramenta em atendimentos em tempo real.
Inovações e Futuro
Recentemente, a OpenEvidence lançou o recurso DeepConsult, que organiza a pesquisa clínica em etapas e sugere conexões entre diferentes estudos. A startup não necessita de aprovação da FDA, pois não é classificada como ferramenta de diagnóstico. Nadler, que anteriormente fundou a Kensho, empresa de análise financeira adquirida pela S&P Global, investiu US$ 10 milhões de recursos próprios na OpenEvidence, garantindo uma fatia majoritária antes da entrada de fundos externos.
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