- O mercado global de música gravada alcançou U$ 29,6 bilhões em 2024, com crescimento pelo décimo ano consecutivo.
- O streaming representou 69% da receita, totalizando U$ 20,4 bilhões.
- Taylor Swift foi a artista mais ouvida do ano.
- As vendas de CDs caíram 3,1%, enquanto os discos de vinil cresceram 4,6%.
- O Oriente Médio e Norte da África, a África Subsaariana e a América Latina apresentaram os maiores crescimentos regionais, com aumentos superiores a 22%.
- A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) expressou preocupações sobre os desafios da inteligência artificial na indústria musical.
Londres – O mercado global de música gravada atingiu um novo marco em 2024, com um faturamento de U$ 29,6 bilhões, marcando o décimo ano consecutivo de crescimento. A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) revelou que o streaming foi responsável por 69% dessa receita, equivalente a U$ 20,4 bilhões.
Taylor Swift se destacou mais uma vez como a artista mais ouvida do ano, consolidando sua posição no cenário musical. As vendas de CDs, no entanto, enfrentaram uma queda de 3,1%, após um aumento significativo em 2023. Em contrapartida, os discos de vinil continuaram sua trajetória de crescimento, com um aumento de 4,6% nas vendas, marcando o décimo oitavo ano consecutivo de alta.
Crescimento Regional
Os principais mercados para a música gravada permanecem nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Entretanto, as regiões que apresentaram os maiores crescimentos em 2024 foram o Oriente Médio e Norte da África (+22,8%), a África Subsaariana (+22,6%) e a América Latina (+22,5%). Esses dados refletem uma diversificação no consumo de música globalmente.
Desafios da Inteligência Artificial
A IFPI também expressou preocupações sobre os impactos da inteligência artificial (IA) generativa na indústria. A diretora da IFPI, Victoria Oakley, destacou que, embora a IA possa abrir novas oportunidades, ela representa um “enorme desafio” ao usar músicas com direitos autorais para treinar modelos sem a devida autorização. A indústria musical se vê, assim, diante de uma nova era, onde a inovação tecnológica traz tanto riscos quanto oportunidades.
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