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Vibra analisa aquisição da Moove e especialistas comentam a viabilidade da compra

Cosan avalia venda da Moove para Vibra, mas aumento da alavancagem preocupa investidores e pode afetar retorno de dividendos.

Foto: Reprodução
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  • A Cosan está em negociações sobre a venda de ativos, incluindo a Moove, sua controlada no setor de lubrificantes.
  • O Itaú BBA avalia que a possível aquisição da Moove pela Vibra pode ser benéfica para a Cosan, ajudando na desalavancagem.
  • Para a Vibra, a compra pode resultar em aumento da alavancagem, que pode variar entre 3,2 e 3,7 vezes, dependendo do valor de aquisição.
  • O Bradesco BBI prevê uma reação negativa do mercado devido ao aumento da alavancagem da Vibra e recomenda que a negociação exclua a unidade da Moove afetada por um incêndio.
  • O BBI mantém a recomendação de compra para a Vibra, com preço-alvo de R$ 27, enquanto a Cosan permanece cautelosa em relação a desinvestimentos.

Em meio a discussões sobre a venda de ativos, a Cosan, controladora da Moove, está avaliando a possibilidade de uma aquisição pela Vibra. O Itaú BBA considera que essa transação pode ser positiva para a Cosan, contribuindo para sua estratégia de desalavancagem. No entanto, para a Vibra, os impactos são mistos, uma vez que a compra da Moove, que possui contratos comerciais e ativos logísticos, pode aumentar sua alavancagem.

A Cosan confirmou que está em conversas com o mercado sobre seus ativos, mas enfatizou que não há acordos firmados. O incêndio na planta da Moove no Rio de Janeiro complicou as previsões de lucro da empresa, e a alavancagem da Vibra poderia subir entre 3,2 e 3,7 vezes, dependendo do múltiplo de aquisição. Essa situação é preocupante para investidores que esperam desalavancagem e retorno de dividendos.

Análise de Mercado

O Bradesco BBI também analisou a potencial aquisição, prevendo uma reação negativa do mercado devido ao aumento da alavancagem da Vibra. O banco sugere que a avaliação do ativo deve ser atrativa para mitigar preocupações. Simulações indicam que a alavancagem poderia variar entre 6 e 7 vezes o EBITDA, sem considerar sinergias.

Além disso, o BBI recomenda que a negociação exclua a unidade da Moove afetada pelo incêndio, pois a Vibra já possui capacidade ociosa em sua planta. Essa capacidade poderia gerar até R$ 400 milhões em EBITDA incremental anualmente. O BBI destaca que a Moove opera em nichos especializados e possui uma rede de suporte técnico que poderia ser replicada pela Vibra, aumentando o poder de precificação.

Por fim, o BBI reiterou a recomendação de compra para a Vibra, com um preço-alvo de R$ 27, enquanto a Cosan permanece cautelosa em relação a desinvestimentos de ativos de qualidade. A transação, se concretizada, poderá ainda passar por análise antitruste.

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