- Entre 30 de julho e 14 de agosto, os principais bancos brasileiros divulgarão os resultados do segundo trimestre.
- Bradesco e Santander serão os primeiros a apresentar os números no dia 30 de julho.
- A taxa Selic está em 15% ao ano, impactando o crescimento do crédito e a rentabilidade das instituições.
- O Banco do Brasil enfrenta desafios adicionais devido a tarifas de exportação anunciadas por Donald Trump, que podem afetar sua carteira de crédito.
- Os resultados são importantes para investidores, especialmente os de pequeno porte, que buscam informações para decisões de investimento.
A partir de 30 de julho até 14 de agosto, os principais bancos brasileiros, incluindo Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Nubank, divulgarão seus resultados do segundo trimestre. A expectativa é que esses balanços revelem o impacto da Selic alta, atualmente em 15% ao ano, sobre o crescimento do crédito e a rentabilidade das instituições.
Os primeiros a apresentar seus resultados serão Bradesco e Santander, no dia 30 de julho. No primeiro trimestre, o Bradesco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 5,9 bilhões, com crescimento de 8,6% em relação ao trimestre anterior e 39,3% na comparação anual. O retorno sobre os investimentos (ROE) foi de 14,4%. Rafael Schiozer, professor da FGV, acredita que o Bradesco conseguirá se recuperar, embora a alta da Selic possa levar os bancos a moderar a concessão de crédito.
O Itaú, por sua vez, manteve um desempenho sólido, com um ROE de 22,5% e uma carteira de crédito de R$ 1,3 bilhões. A instituição observa atentamente o crescimento do Nubank, que tem se destacado no mercado. Schiozer prevê que o crescimento do crédito em 2025 ficará mais próximo de 4% do que de 8%, o que pode resultar em um crescimento real próximo de zero.
Desafios para o Banco do Brasil
O Banco do Brasil enfrenta um desafio adicional em 2025, relacionado às tarifas de exportação anunciadas por Donald Trump, que podem impactar sua carteira de crédito. A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, que entra em vigor em agosto, pode afetar as operações do banco, que é um dos principais financiadores das exportações do país. O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil no primeiro trimestre foi de R$ 7,4 bilhões.
Os resultados que serão divulgados nos próximos dias são cruciais para investidores, especialmente os de pequeno porte, que buscam informações para tomar decisões sobre investimentos nas instituições financeiras.
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