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Haddad critica tarifa dos EUA como ‘agressão’ e aponta dificuldades da família Bolsonaro

Haddad critica tarifas de Trump e defende cortes em benefícios fiscais, visando um ajuste fiscal que prioriza os vulneráveis no Brasil.

Haddad também voltou a dizer que o governo Lula faz ajuste fiscal mirando 'no andar de cima' (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como injustificável a tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros, considerando-a uma agressão ao Brasil.
  • Haddad defendeu cortes em benefícios fiscais que não se justificam mais, como a desoneração da folha de pagamentos, e enfatizou a necessidade de critérios claros para a concessão de incentivos fiscais.
  • O ministro criticou a taxa Selic, que considera ultrarrestritiva, e destacou que a taxa de 15% resulta em um juro real de 10%, insustentável para a economia.
  • Ele também propôs o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para corrigir distorções econômicas.
  • Haddad reafirmou o compromisso do governo Lula com um ajuste fiscal que prioriza os mais vulneráveis, evitando cortes que afetem os direitos dos cidadãos em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como “injustificável” a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Em entrevista, Haddad afirmou que essa medida representa uma agressão ao Brasil, um país que busca desenvolver um plano estratégico de crescimento. Ele ressaltou que o governo está comprometido em superar as dificuldades criadas pela gestão anterior e que há um caminho de desenvolvimento à frente.

Haddad também defendeu a necessidade de cortes em benefícios fiscais que não se justificam mais, como a desoneração da folha de pagamentos. O ministro enfatizou que os estímulos devem ter um início, meio e fim, e que é essencial evitar a concessão de benefícios sem critérios claros. Ele destacou que o Congresso deve acompanhar a concessão de incentivos fiscais para garantir responsabilidade fiscal.

Taxa de Juros e IOF

O ministro criticou o nível atual da taxa Selic, considerando-a ultrarrestritiva. Ele argumentou que, com uma inflação projetada para terminar o ano em torno de 5%, a taxa de 15% resulta em um juro real de 10%, o que é insustentável. Haddad comparou a taxa a um remédio que, se usado em excesso, pode se tornar prejudicial.

Além disso, Haddad defendeu o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), afirmando que sua aplicação é regulatória e visa corrigir distorções na economia. Ele destacou que a liberdade para calibrar esse imposto é crucial para atingir os objetivos macroeconômicos do país.

Ajuste Fiscal e Prioridades

O ministro reiterou que o governo Lula está focado em um ajuste fiscal que prioriza os mais vulneráveis, ao contrário de administrações anteriores que cortavam benefícios dos mais pobres. Haddad criticou os lobbies no Congresso e afirmou que o objetivo é cortar privilégios, preservando os direitos dos cidadãos em situação de vulnerabilidade.

Ele também mencionou que, desde o segundo governo Lula, o Brasil não possui dívida externa, e que o foco deve ser a organização das finanças internas, evitando decisões que possam desestabilizar a economia. Haddad concluiu que o governo está comprometido em criar um ambiente fiscal mais saudável e sustentável para o desenvolvimento do país.

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