- O investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina cresceu 47% em 2024, totalizando US$ 53,033 bilhões.
- O Brasil lidera como maior investidor, com US$ 24,3 bilhões, apesar de uma queda de 3%.
- O México teve o maior crescimento, alcançando US$ 13,3 bilhões em IED.
- Os setores que mais atraíram investimentos foram papel, impressão e embalagem (34%), alimentos e bebidas (15%) e produtos de consumo (12%).
- A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) destaca que 72% dos projetos de IED foram direcionados a outros países da região, com o Brasil recebendo 49% desse total.
As saídas de investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina cresceram 47% em 2024, totalizando US$ 53,033 bilhões, conforme dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O Brasil continua sendo o maior investidor da região, embora tenha registrado uma leve queda de 3% em seus investimentos externos, somando US$ 24,3 bilhões.
O México, por sua vez, destacou-se com o maior crescimento, alcançando US$ 13,3 bilhões em IED. A Colômbia ficou em terceiro lugar, com US$ 4,6 bilhões, seguida pelo Chile com US$ 3,6 bilhões e Argentina com US$ 2,8 bilhões. Juntos, esses cinco países representam 92% do total de IED da região.
Setores em Destaque
Os setores que mais atraíram investimentos foram papel, impressão e embalagem (34%), alimentos e bebidas (15%) e produtos de consumo (12%). O investimento chileno da CPMC, que anunciou a construção de uma nova fábrica no Brasil por US$ 4,6 bilhões, foi o maior do ano. Empresas mexicanas, como Grupo PISA e Grupo Bimbo, também foram ativas, impulsionando o crescimento.
A Cepal observa que 72% dos projetos de IED anunciados foram direcionados a outros países da América Latina, com o Brasil recebendo 49% desse total. A América do Norte foi o segundo destino mais popular, com 15% dos investimentos.
Perspectivas Futuras
Os pesquisadores da Cepal indicam que, em uma perspectiva de médio prazo, as saídas de investimento em 2024 foram 15% superiores à média da década de 2010. Essa tendência sugere que as atividades das empresas latino-americanas no exterior podem gerar retornos mais altos para seus países de origem, refletindo-se em ganhos com a repatriação de lucros e novas oportunidades de mercado.
O relatório destaca que o setor de alimentos e bebidas, em particular, ultrapassou US$ 2 bilhões em investimentos, evidenciando uma dinâmica crescente nesse segmento. A região continua a ser uma receptora líquida de capital, com apenas alguns países investindo quantias significativas no exterior.
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