- As tarifas de 25% sobre veículos e peças importadas da Europa, impostas pelo governo dos Estados Unidos, causaram perdas significativas nas montadoras europeias.
- A Stellantis anunciou perdas de 300 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, com projeções de impacto total de 1,5 bilhão de euros ao longo do ano.
- A Volvo Cars reportou uma queda no lucro operacional no segundo trimestre, que caiu para 2,9 bilhões de coroas suecas (aproximadamente 302 milhões de dólares), em comparação com 8 bilhões no mesmo período do ano anterior.
- A Renault, que não atua diretamente no mercado americano, ajustou suas previsões para 2025 e nomeou Duncan Minto como CEO interino.
- Existe a possibilidade de aumento das tarifas para 30% a partir de agosto, e a Comissão Europeia está avaliando suas opções em resposta.
Recentemente, as tarifas de 25% impostas pelo governo dos EUA sobre veículos e peças importadas da Europa começaram a mostrar seus efeitos devastadores nas montadoras europeias. A Stellantis, fabricante de marcas como Jeep e Fiat, anunciou perdas de 300 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, com projeções de que o impacto total das tarifas possa chegar a 1,5 bilhão de euros ao longo do ano.
A Volvo Cars, outra gigante do setor, também sofreu com a situação. A empresa reportou uma queda acentuada em seu lucro operacional no segundo trimestre, que caiu para 2,9 bilhões de coroas suecas (aproximadamente 302 milhões de dólares), comparado a 8 bilhões no mesmo período do ano anterior. O CEO da Volvo, Håkan Samuelsson, indicou que a empresa planeja aumentar a produção do modelo XC60 em sua fábrica na Carolina do Sul como resposta às tarifas.
Por outro lado, a Renault, que não está diretamente presente no mercado americano, ajustou suas previsões para 2025, embora tenha se saído relativamente melhor que seus concorrentes. A montadora francesa anunciou a nomeação de Duncan Minto como CEO interino, enquanto enfrenta desafios com a demanda europeia e a concorrência crescente de fabricantes chineses.
A situação se agrava com a possibilidade de o presidente Donald Trump aumentar as tarifas sobre os automóveis da União Europeia para 30% a partir de agosto. A Comissão Europeia está avaliando suas opções em resposta a essa pressão. Com os resultados financeiros de outras montadoras europeias, como a Volkswagen, previstos para serem divulgados em breve, o impacto das tarifas continua a ser um tema central nas discussões sobre o futuro da indústria automotiva na região.
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