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Técnicos do BC detectam operações robóticas com dólar antes de tarifaço de Trump

Banco Central investiga operações atípicas de dólar após anúncio de tarifas de Donald Trump, levantando suspeitas de insider trading.

Painel de ações na B3, bolsa de valores de São Paulo (Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
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  • O Banco Central (BC) identificou operações atípicas de compra e venda de dólar no dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
  • As transações, realizadas por robôs de alta frequência, levantaram suspeitas de uso de informação privilegiada, conhecido como “insider trading”.
  • As movimentações ocorreram após Trump sinalizar a possibilidade de tarifas em 9 de julho, com o dólar apresentando variações significativas.
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar os indícios de manipulação.
  • A Procuradoria-Geral da República está liderando a apuração, enquanto o BC e outras autoridades continuam a investigar as operações suspeitas.

Uma análise preliminar do Banco Central (BC) revelou operações atípicas de compra e venda de dólar no dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. As transações, realizadas por robôs de alta frequência, levantaram suspeitas de possível uso de informação privilegiada, conhecido como “insider trading”.

As operações ocorreram em um momento crítico, logo após Trump sinalizar, em 9 de julho, que o Brasil poderia ser taxado. Às 13h30 (horário de Washington), o dólar começou a apresentar um repique, e, após a confirmação oficial da medida às 16h17, houve uma venda expressiva da moeda americana, cotada a R$ 5,60. Essa movimentação rápida gerou lucros significativos em poucas horas, conforme reportado pelo Jornal Nacional.

Investigação em Andamento

O BC ainda não encontrou evidências concretas de manipulação, mas a situação chamou a atenção das autoridades brasileiras. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar indícios de uso de informação privilegiada. A Procuradoria-Geral da República está agora à frente da apuração.

Além do Brasil, movimentações semelhantes foram observadas em relação a outras moedas afetadas pelas tarifas de Trump. Parlamentares americanos levantaram suspeitas sobre manipulação do mercado financeiro, mas até o momento, nenhuma investigação avançou. O caso continua sob análise, enquanto o BC e as autoridades competentes buscam esclarecer as circunstâncias das operações atípicas.

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