- O ministro Alexandre de Moraes autorizou uma investigação sobre transações suspeitas de compra e venda de dólares realizadas no dia 9 de julho.
- Nesse dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras.
- Um operador adquiriu entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões a uma cotação de R$ 5,46 antes do anúncio, e vendeu após a alta para R$ 5,60, lucrando R$ 140 milhões por bilhão.
- A investigação busca identificar os responsáveis pelas transações e a nacionalidade dos envolvidos, com o caso tramitando em segredo de Justiça.
- O cenário é comparado a eventos de 1999, quando operações semelhantes ocorreram sem investigação, mas agora a apuração está sob a responsabilidade de Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou uma investigação sobre transações suspeitas de compra e venda de dólares que ocorreram no dia 9 de julho, data em que o presidente Donald Trump anunciou uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras. O caso tramitará sob segredo de Justiça.
Às 13h30, antes do anúncio das sanções, um operador adquiriu entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões a uma cotação de R$ 5,46. Após o anúncio, a moeda americana subiu para R$ 5,60, permitindo que esse mesmo operador vendesse os dólares e lucrasse R$ 140 milhões para cada bilhão operado. A operação levanta suspeitas de que alguém tinha conhecimento prévio das sanções.
A investigação busca identificar quem realizou essas transações e a nacionalidade dos envolvidos. O cenário é comparado a eventos de 1999, quando operações semelhantes ocorreram sem investigação. Naquela época, o então presidente Fernando Henrique Cardoso enfrentou uma crise cambial, mas não houve apuração das transações que beneficiaram alguns investidores.
Diferentemente de 1999, a atual investigação está sob a responsabilidade de Moraes, que, na época da crise anterior, era um promissor promotor de Justiça. A expectativa é que a apuração traga à tona os responsáveis por essa movimentação suspeita no mercado de câmbio.
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