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Montadoras da Alemanha se animam com acordo EUA-Japão e esperam avanço em tarifas

A redução das tarifas sobre veículos japoneses gera reações na indústria automobilística dos EUA, que teme impactos negativos em suas operações.

Veículos são montados em uma linha na fábrica da BMW em Leipzig. (Foto: Picture Alliance | Getty Images)
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  • O acordo comercial entre Estados Unidos e Japão, assinado por Donald Trump, reduz tarifas sobre veículos japoneses de 25% para 15%.
  • A medida gerou controvérsia na indústria automobilística americana, que teme impactos negativos.
  • Após o anúncio, ações de montadoras europeias, como Volkswagen e Porsche, tiveram altas significativas.
  • O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, elogiou o acordo, destacando sua importância para o comércio.
  • Trump indicou que novas negociações estão em andamento com a União Europeia, ameaçando aumentar tarifas para 30% se não houver acordo até 1º de agosto.

O acordo comercial entre EUA e Japão, assinado pelo ex-presidente Donald Trump, estabelece a redução das tarifas sobre veículos japoneses de 25% para 15%. Essa mudança gerou polêmica na indústria automobilística americana, que teme impactos negativos em suas operações.

Após a divulgação do acordo, as ações das montadoras europeias dispararam. Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz registraram altas superiores a 4%, enquanto a Porsche subiu 7,1%. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, elogiou o acordo, destacando que representa a menor tarifa entre países com superávit comercial em relação aos EUA.

O impacto do acordo é significativo, pois as exportações de automóveis do Japão para os EUA representam 28,3% de todas as remessas do país em 2024. O economista da Citi, Katsuhiko Aiba, observou que a redução das tarifas pode influenciar negociações com outros grandes exportadores, como a União Europeia e a Coreia do Sul.

Reações da Indústria Automobilística

A indústria automobilística dos EUA, incluindo gigantes como General Motors, Ford e Stellantis, expressou preocupações sobre o novo cenário. Matt Blunt, diretor do Conselho de Política Automotiva dos EUA, criticou o acordo, afirmando que ele prejudica a indústria local ao favorecer importações japonesas com baixo conteúdo americano.

Além disso, Trump indicou que novas negociações estão em andamento com a Europa, aumentando a pressão sobre a UE para um acordo semelhante. Ele ameaçou elevar as tarifas sobre importações europeias para 30% a partir de 1º de agosto, caso não haja um entendimento até lá. A situação continua a evoluir, com a indústria automobilística americana em alerta.

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