- O Ibovespa subiu 0,99% nesta quarta-feira, 23, alcançando 135.368 pontos.
- A alta foi impulsionada por acordos comerciais dos Estados Unidos com Japão e Filipinas, que reduziram a incerteza no comércio global.
- O dólar recuou 0,80%, sendo cotado a R$ 5,52.
- A WEG divulgou resultados abaixo do esperado, com lucro de R$ 1,59 bilhão, e suas ações caíram 8%.
- O embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio, Philip Gough, criticou o uso de tarifas como ferramenta de coerção política.
O Ibovespa (IBOV) apresentou uma alta de 0,99% nesta quarta-feira, 23, alcançando 135.368 pontos. O movimento positivo foi impulsionado por acordos comerciais dos Estados Unidos com Japão e Filipinas, que reduziram a incerteza no cenário global. O dólar também recuou, sendo cotado a R$ 5,52, uma queda de 0,80%.
Os acordos estabelecem tarifas de 15% sobre importações do Japão, incluindo automóveis, e 19% sobre exportações das Filipinas. A expectativa é que um acordo similar com a União Europeia seja firmado, com tarifas em torno de 15%, conforme diplomatas informaram à Bloomberg News. Marco Oviedo, estrategista-sênior da XP, destacou que essas negociações ajudam a “reduzir a incerteza sobre o cenário de comércio internacional”.
Impacto nos Mercados
O clima otimista nos mercados globais foi refletido em índices como o S&P 500, que subiu 0,78%, e o Dow Jones, com ganhos de 1,14%. Investidores estão atentos à possibilidade de novos acordos antes do prazo de 1º de agosto estabelecido por Donald Trump. Contudo, as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros ainda permanecem sem solução.
O embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio, Philip Gough, criticou o uso crescente de tarifas como ferramenta de coerção política. Ele afirmou que “tarifas arbitrárias” estão desestruturando as cadeias globais de valor e podem levar a uma “espiral de preços altos e estagnação”.
Resultados Corporativos
Na temporada de balanços do segundo trimestre, a WEG (WEGE3) divulgou resultados abaixo do esperado, com ações caindo 8%. O lucro da companhia subiu 10,4% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 1,59 bilhão, mas ficou 2,8% abaixo do trimestre anterior. Analistas da Ativa Investimentos apontaram que a demanda fraca no Brasil e a desaceleração nos negócios internacionais impactaram negativamente os resultados da empresa.
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