- O governo argentino, liderado por Javier Milei, oficializou a privatização da Água e Saneamentos Argentinos (AySA).
- A decisão foi formalizada pelo Decreto 494/2025, que prevê a venda de 90% das ações estatais da empresa.
- A privatização ocorrerá em duas etapas e visa modernizar os serviços de água e esgoto na área metropolitana de Buenos Aires.
- O decreto não implementará um novo Programa de Propriedade Participativa, mantendo os trabalhadores com 10% do capital social.
- Desde 2006, a AySA recebeu cerca de US$ 13,4 bilhões do Estado para cobrir déficits operacionais, sem resolver problemas de eficiência.
O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, oficializou a privatização da Agua y Saneamientos Argentinos (AySA), responsável pelos serviços de água e esgoto na capital. A decisão foi formalizada por meio do Decreto 494/2025, publicado no Diário Oficial, que prevê a venda de 90% das ações estatais da empresa.
A privatização ocorrerá em duas etapas e visa modernizar os serviços de água e esgoto na área metropolitana de Buenos Aires, onde reside a maioria dos usuários da AySA. O governo assegura que as novas regras regulatórias focarão em atender às necessidades da população e garantir a continuidade do fornecimento durante a transição.
O decreto também esclarece que não será implementado um novo Programa de Propriedade Participativa, o que significa que os trabalhadores da empresa não receberão ações adicionais. Atualmente, os funcionários detêm 10% do capital social da AySA, conforme o modelo vigente.
Desde sua criação, a AySA operou com déficit, recebendo cerca de US$ 13,4 bilhões do Estado argentino entre 2006 e 2023 para cobrir custos operacionais. No entanto, esses aportes não foram suficientes para resolver problemas de eficiência e produtividade. Para facilitar a privatização, o governo introduziu mudanças no marco regulatório, permitindo a entrada de capital privado e a venda de ações estatais, além de liberar o corte de fornecimento em caso de inadimplência.
O Ministério da Economia será responsável por garantir que a transição não comprometa a continuidade do serviço e o acesso dos usuários. A privatização da AySA representa uma mudança significativa na gestão dos serviços públicos na Argentina, refletindo a agenda econômica do governo Milei.
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