- O Brasil se destaca no setor de criptomoedas, mesmo com o avanço regulatório nos Estados Unidos previsto para 2025.
- Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, afirmou que o país mantém sua atratividade, apesar de desafios tributários e lentidão na regulação infralegal.
- O Brasil já estabeleceu um marco regulatório em 2022, posicionando-se à frente dos EUA.
- Plein mencionou que a alta incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode levar empresas a buscar soluções alternativas, o que pode limitar a oferta de ativos e aumentar preços.
- A Coinbase planeja expandir sua presença na América Latina, prevendo um amadurecimento das discussões sobre regulação no Brasil.
Apesar do avanço regulatório nos Estados Unidos, o Brasil continua a se destacar no cenário das criptomoedas. Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, afirmou que o país mantém sua atratividade, mesmo enfrentando desafios tributários e uma regulação infralegal mais lenta. Em entrevista à EXAME, ele ressaltou que o Brasil já havia estabelecido um marco regulatório em 2022, posicionando-se à frente dos EUA.
Plein destacou que o avanço regulatório nos EUA, previsto para 2025, representa um marco significativo para o mercado cripto. No entanto, isso não diminui a relevância do Brasil, que criou uma estrutura regulatória para o setor antes dos norte-americanos. O executivo acredita que a institucionalização do setor em 2025 trará um cenário mais favorável para os ativos digitais.
Desafios e Oportunidades
O diretor da Coinbase observou que a nova abordagem nos EUA, impulsionada pela administração de Donald Trump, está promovendo um entusiasmo crescente entre as empresas de criptomoedas. A aprovação de projetos como o Genius Act, que regula stablecoins, e o Clarity Act, que visa criar um arcabouço regulatório mais claro, são exemplos dessa mudança. Plein acredita que isso permitirá que as empresas direcionem recursos para o desenvolvimento de produtos, em vez de se concentrarem apenas na regulação.
No Brasil, embora o Banco Central esteja trabalhando na regulação infralegal, o processo tem sido mais demorado. Plein mencionou que a alta incidência do IOF em operações de criptomoedas pode levar as empresas a buscar soluções alternativas, como a criação de livros de ordens locais. Essas mudanças podem limitar a oferta de ativos e aumentar os preços para os usuários, além de incentivar a busca por players não regulados.
Perspectivas Futuras
Plein se mostrou otimista em relação ao futuro da regulação de criptomoedas no Brasil, prevendo um amadurecimento das discussões e regras mais claras, inclusive para stablecoins. No entanto, ele alertou que a abordagem tributária do governo pode ter efeitos negativos para a indústria. Apesar disso, a população brasileira, acostumada a inovações financeiras, vê as criptomoedas como uma solução importante.
A Coinbase, que já é uma das três principais empresas do setor no Brasil, planeja expandir sua presença na América Latina. Plein afirmou que 80% da receita da empresa ainda vem dos EUA, mas o avanço regulatório no país oferece mais segurança para investimentos no Brasil. A expectativa é de um período de construção e expansão no mercado brasileiro de criptomoedas.
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